Que lembranças você quer deixar?
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Que lembranças você quer deixar?

Bia Reis

02 Outubro 2012 | 15h00

Cristiane Rogerio e Clarice, com poucos dias de vida

Apesar de 96% dos brasileiros considerarem “importante” ou “muito importante” o incentivo à leitura para crianças pequenas, de até 5 anos, apenas 37% costumam ler livros para elas. O comportamento repete a experiência que esses adultos tiveram na infância: 60% cresceram em lares onde seus pais não liam e gostariam de ter ouvido histórias quando crianças. O retrato foi traçado por uma pesquisa da Fundação Itaú Social, feita pelo Datafolha, com 2.074 pessoas com mais de 16 anos, em 133 municípios de todo o País, e é tema da reportagem de Ocimara Balmant, publicada hoje no Estado (clique aqui para ler a íntegra).

Perguntados sobre quem seria a melhor pessoa para ler na infância, 44% dos entrevistados responderam a mãe, 28%, o pai e apenas 2%, a professora. Tem pais que acham que é preciso esperar o filho crescer para ler histórias para ele. Ledo engano. Criança gosta da história, sim, mas também adora ouvir a voz, a entonação, a emoção colocada em cada palavra. Gosta do abraço que vem junto com a história, do conforto que acompanha o virar das páginas.

A lembrança do pai ou da mãe lendo é realmente marcante e capaz de influenciar hábitos futuros. Para mim, é das recordações mais vivas. Lembro dos passeios, das conversas, das brincadeiras e, claro, dos livros. Eles são concretos, possíveis de serem guardados… Quando penso nas lembranças que quero que meus filhos tenham da infância, me veem de novo os livros – as aventuras que vivemos juntos, as histórias que compartilhamos, os segredos que desvendamos.

E você, que lembrança quer deixar?