Poemas musicados de Manoel de Barros viram app
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Poemas musicados de Manoel de Barros viram app

Crianceiras, projeto do músico Márcio de Camillo, traz 10 clipes, 4 poemas interativos e ferramentas para criar desenhos e fotos com base nas iluminuras de Martha Barros, filha do poeta

Bia Reis

12 Outubro 2016 | 10h00

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Crédito: Divulgação

 

Poesia, música, arte – e agora tecnologia.

Crianceiras, projeto do músico Márcio de Camillo com base nos poemas de Manoel de Barros, rodou o Brasil nos últimos cinco anos. Por meio da música, Camillo deu asas ao trabalho de um dos mais importantes poetas brasileiros do século XX, levando-o a cidades grandes e pequenas, a zonas rurais e indígenas. Neste Dia das Crianças, a poesia de Manoel de Barros ganha novos ares: Crianceiras virou um aplicativo para se baixado gratuitamente em tablets e celulares.

O app reúne dez poemas musicados e animados – Bernardo, Linhas Tortas, Um Bem-Te-Vi e O Menino e o Rio são alguns deles – e quatro poesias interativas – as palavras se movimentam e viram desenhos ao serem tocadas. Há também espaço para desenhar com base em texturas e desenhos que ilustram o trabalho e aplicá-los também sobre fotografias. Pura poesia!

As ilustrações – ou iluminuras, como descreveu Manoel ao vê-las – foram feitas pela artista plástica Martha Barros, filha do poeta, com quem Camillo conviveu na infância. O músico era vizinho de Manoel e as famílias, amigas. “Os poemas foram musicados num brincadeira caseira que fazia para a minha filha. Resolvi gravar e fazer uma homenagem ao poeta. Quando Manoel viu o CD pronto, disse que havíamos feito aquilo juntos”, recorda Camillo, sobre a generosidade do escritor.

O APP pode ser baixado em tablets e celulares iOS e Androide, gratuitamente.

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Crédito: Divulgação

 

Bernardo já estava uma árvore quando eu o conheci.
Passarinhos já construíam casa na palha do seu chapéu.
Brisas carregavam borboletas para o seu paletó.
E os cachorros usavam fazer de poste as suas pernas.”

Centenário. Neste ano é comemorado o centenário do nascimento de Manoel de Barros. O poeta viveu quase cem anos – morreu em 2014. Nascido em Cuiabá, se mudou na adolescência para Campo Grande, onde viveu até o fim da vida. Seus poemas retratam a natureza e a infância de maneira lúdica e inovadora, homenageiam a oralidade e se utilizam de neologismos. Publicou mais de 30 livros e recebeu inúmeras premiações, entre elas Jabutis e os concedidos pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

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