O lobo faminto
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O lobo faminto

Bia Reis

24 Outubro 2012 | 08h30

O que faz um lobo ser tão ameaçador? Sua fome ou sua inteligência?

Numa certa manhã, o lobo de A Fome do Lobo acorda faminto e sai pela floresta à procura de comida. Primeiro, se depara com um ratinho, que, esperto, consegue convencê-lo a não ser devorado.

“Eu sou tão magrinho! Não dou nem para o aperitivo. Se me comer, vai continuar com fome. Por que o senhor não procura um bicho maior para saciar o seu enorme apetite”, diz.

Em seguida, o lobo encontra o porco-espinho, que também o convence a não ser comido. E assim sucessivamente. Apesar de ameaçadora, a fera é facilmente convencida de que há outras presas que poderão saciar sua fome com mais eficiência.

Neste lançamento da editora Iluminuras, a escritora Cláudia Maria de Vascocellos trabalha com a repetição em um texto gostoso e que desperta a curiosidade de quem lê. De tanto se deslocar, o animal sai da floresta, chega à cidade e encontra uma família em sua casa. E agora, ele conseguirá finalmente matar sua fome?

As ilustrações de Odilon Moraes, premiado com o Jabuti por A Saga de Sigfried, da Companhia das Letrinhas, e O Matador, da Leitura, são de uma beleza à parte. Nelas, a floresta ganha lindos tons de verde e os animais, ares de ameaçadores.

Serviço
A Fome do Lobo
Escritora: Cláudia Maria de Vascocellos
Ilustrador: Odilon Moraes
Editora: Iluminuras
Preço: R$ 38