Ninguém, Algo e o abstrato para crianças
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Ninguém, Algo e o abstrato para crianças

Bia Reis

09 Outubro 2012 | 13h30

Ninguém pode protagonizar uma história para crianças? Para o escritor belga Bart Mertens, sim.

Em Ninguém e Eu, da Hedra Educação, Mertens brinca com o concreto e o abstrato. “Ninguém não estava só sozinho. Ninguém também não tinha com o que brincar e nenhum lugar para ir”, conta, logo no início de seu texto incrivelmente poético.

Ninguém vive um tédio sem fim, por horas, dias, semanas, anos e séculos, até que, do nada, Algo aparece. Ninguém é atingido e o pega. E, finalmente, tem o que fazer. Ninguém, que nunca havia ido a lugar algum, começa a rir alto, a correr como um louco atrás de Algo.

Mas, um dia, Algo bate em retirada. Para onde ele vai?

O desfecho é uma delícia e aguça a imaginação das crianças. Será que quando pensamos estar sozinhos estamos realmente?

Em suas ilustrações, o também belga Benjamin Leroy explora os barulhos feitos por Algo, as sensações de Ninguém em seu mundo, o passar do tempo no virar das páginas, em uma edição caprichosa, com capa dura.

* Em tempo: Este livro foi lançado em abril, não é novinho em folha, mas achei que valia a pena!

Serviço
Ninguém e Eu
Escritor: Bart Mertens
Ilustrador: Benjamin Leroy
Editora: Hedra Educação
Preço: R$ 42