Podcast – As “Críticas” de Kant

Podcast – As “Críticas” de Kant

Entrevista com Andrea Faggion, Daniel Perez e Maurício Keinert para a Rádio Estado da Arte em parceria com o Instituto CPFL.

Estado da Arte

07 Março 2018 | 10h31

Em mais uma produção em parceria com o Café Filosófico – CPFL, o Estado da Arte recebe Andrea Faggion, professora de teoria do conhecimento da Universidade Estadual de Londrina e secretária geral da Sociedade Kant Brasileira; Daniel Perez: professor de história da filosofia moderna na Universidade Estadual de Campinas e autor de Kant e o problema da significação; e Maurício Keinert: professor de história da filosofia moderna da Universidade de São Paulo.

No ano de 2017 o Café Filosófico CPFL dedicou cinco ciclos de palestras e debates ao tema da “Responsabilidade.” Immanuel Kant, celebrado por muitos como o maior filósofo da era moderna, não poderia estar ausente. Como disse em seu famoso ensaio intitulado “Uma resposta à questão: O que é o Iluminismo?”

lluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria, se a sua causa não residir na carência de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem a guia de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento!

É talvez devido a Kant, mais do que a qualquer outro pensador,  que se pode concluir (como fez Renato Lessa em sua palestra O Abismo da Autonomia) que “O termo autonomia fixou-se, de modo indelével, no léxico de nossas melhores aspirações.” Neste encontro, o cientista política da PUC-RJ explora como o imaginário da autonomia opera no esquecimento da interdependência, e se propõe a articular os macro-mecanismos de autonomização presentes ao longo da experiência cultural moderna:

Pela ordem: autonomia do humano com relação ao divino; autonomia da política com relação a restrições de natureza não-política; autonomia do indivíduo, percebido como sujeito auto-consciente de si mesmo; autonomia dos mercados; autonomia do sistema científico-tecnológico. 

Kant é também figura indispensável para o pensamento moderno e contemporâneo sobre a Justiça, seja no campo jurídico, no moral ou no político. Assim era natural que as discussões e conceitos kantianos estivessem presentes, ainda que nas entrelinhas, no ciclo de 2016 promovido pelo Café dedicado às “Visões da Justiça” , particularmente nas palestras da professora Andrea Faggion, “Democracia e liberdade: a necessidade de fazermos escolhas” , e do curador do ciclo Fernando Schüler, “O que consideramos uma sociedade justa”.

De resto esta mesma presença, ora destacada ora subliminar, se fez notar em diversos dos encontros promovidos pelo Café Filosófico. Basta pensar, por exemplo, na palestra do professor Clóvis de Barros, Ética: da práxis à complexidade,  ou na do professor José Artur Gianotti, Filosofia e Saber, ou ainda no ciclo Subjetivações contemporâneas.  

Kant dizia que “todo o interesse da minha razão, seja ela especulativa ou prática, está concentrado nas três seguintes questões: O que eu posso conhecer? O que eu devo fazer? O que eu posso esperar?” Buscando as respostas em sua extrema radicalidade, ele provocou uma verdadeira “revolução copernicana” no pensamento. Confira como: 

No Acervo Café Filosófico – CPFL

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