Viés psicológico dá o tom em ‘remake’ de ‘O Estranho que Nós Amamos’
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Viés psicológico dá o tom em ‘remake’ de ‘O Estranho que Nós Amamos’

André Carmona

10 Agosto 2017 | 16h38

Foto: Ben Rothstein

Durante a Guerra Civil Americana, John McBurney, soldado da União, é gravemente ferido. Relegado à morte num bosque, em território dos Confederados, o militar é, por acaso, encontrado por uma menina, que decide ajudá-lo. Assim, ela o leva ao internato feminino onde mora, não muito longe dali.

Na casa gerenciada por Martha Farnsworth, o ‘ianque’ será cuidado pelas residentes. E, enquanto se recupera dos ferimentos, despertará nelas sentimentos antagônicos: de traição, por salvarem um combatente inimigo, e também de desejo e curiosidade.

O filme O Estranho que Nós Amamos foi originalmente lançado em 1971, com direção de Don Siegel e protagonizado por Clint Eastwood e Geraldine Page. Agora, mais de 40 anos depois, ganha um ‘remake’ dirigido por Sofia Coppola e estrelado por elenco de peso – Colin Farrell interpreta o cabo John McBurney, enquanto Nicole Kidman dá vida a Martha Farnsworth.

A produção, porém, não é uma simples atualização. À sua maneira, Coppola reconfigura o escopo da trama, que, no primeiro filme, tinha contornos políticos bem mais definidos.

A ausência, por exemplo, da escrava do internato, com quem McBurney travava acirrados diálogos sobre liberdade, mostra a preferência da diretora americana em dar ênfase às questões psicológicas do enredo.

Fora isso, a história segue forte. A fotografia é linda. E Kidman e Farrel dão um show à parte.

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