‘Últimos Dias em Havana’, drama de Fernando Pérez, desconstrói a vida em Cuba
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‘Últimos Dias em Havana’, drama de Fernando Pérez, desconstrói a vida em Cuba

Redação Divirta-se

24 Agosto 2017 | 16h35

Longa aborda cotidiano cubano de modo único. Foto: Wanda Visión

Cuba é um país cheio de antagonismos. No mesmo lugar em que a educação e a saúde têm índices de primeiro mundo, a estagnação econômica e a falta de liberdade política inspiram sonhos de fuga entre a população.

O quadro é complexo. Por isso, fica difícil esboçar um retrato do que, de fato, ocorre na ilha –principalmente em relação ao sentimento do povo cubano diante desse panorama.

No longa Últimos Dias em Havana, o cineasta Fernando Pérez aceita o desafio e demonstra, de maneira única, que, em Cuba, há bem mais do que dois lados.

A história é centrada na relação entre Miguel (Patricio Wood) e Diego (Jorge Martínez). O primeiro trabalha lavando pratos em um restaurante, enquanto espera pelo dia em que seu visto americano será emitido. Sua vontade é fugir de Cuba a qualquer custo.

Já Diego, portador do vírus HIV, definha em uma cama apesar de todo o tratamento a que se submete, acompanhado de perto por Miguel, seu único amigo.

Os dois, aliás, são bem diferentes. Diego é sarcástico, vigoroso e indiferente aos anseios de Miguel – cujo semblante triste lembra o de um prisioneiro.

Vivendo juntos em uma pensão, habitada por variados personagens – como uma senhora extremamente religiosa, e uma mulher que vive brigando com o marido –, eles revelam a diversidade social do país. E provam que a amizade supera tudo.

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