Entrevista: Titãs falam sobre a estreia de sua primeira ópera-rock
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Entrevista: Titãs falam sobre a estreia de sua primeira ópera-rock

Renato Vieira

05 Abril 2018 | 15h56

Os Titãs voltam aos palcos com a ópera-rock ‘Doze Flores Amarelas’, concebida por Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto – membros originais da banda, que conta ainda com Beto Lee e Mario Fabre –, com colaboração de Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva. A seguir, Bellotto fala sobre o espetáculo, que traz 25 canções inéditas e retrata três Marias (Corina Sabba, Cyntia Mendes e Yás Werneck) que decidem se vingar do estupro que sofreram após uma festa.

Foto: Silmara Ciuffa

Como surgiu a ideia de fazer uma ópera-rock? A ideia surgiu após ‘Nheengatu’ (2014), nosso último disco. A gente se sentiu instigado a fazer uma coisa nova e diferente. Daí, surgiu essa ideia; uma coisa que nunca foi feita no Brasil por uma banda de rock.

Qual o papel de Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva no espetáculo e como foi trabalhar com eles? São nossos amigos e começamos a fazer encontros criativos. Das conversas, iam nascendo a história e as canções. Hugo assumiu a direção junto com Otávio Juliano, que é diretor de cinema. É muito interessante ter a ajuda dessas pessoas em um meio que a gente não dominava, o da dramaturgia.

A violência contra a mulher é o mote do espetáculo. Como foi tratar de um assunto tão sensível? Sempre tivemos uma postura de refletir, nas nossas canções, o que acontece no mundo; nossos grandes discos refletem isso. O tema da violência contra a mulher é o principal, mas tratamos também da dependência cibernética, do hedonismo da juventude e da relação com as drogas.

ONDE: Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran (1.010 lug). R. Paes Leme, 195, 3095-9400. QUANDO: 5ª (12), 13 e 14/4, 21h; 15/4, 18h. QUANTO: R$ 18/R$ 60. Cc.: todos. Cd.: todos

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