Ruben Östlund satiriza o universo hermético da arte em ‘The Square’
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Ruben Östlund satiriza o universo hermético da arte em ‘The Square’

André Carmona

04 Janeiro 2018 | 16h25

Foto: Bac Films

A linha tênue entre moral e individualismo exacerbado, na sociedade contemporânea, é o núcleo duro do motor que move os filmes do sueco Ruben Östlund.

Em ‘Força Maior’ (2014), por exemplo, ele conta a história de um pai de família que, durante as férias nos Alpes e surpreendido pela iminência de uma avalanche, age friamente, abandonando os parentes na tempestade para salvar a própria pele.

Já em The Square – A Arte da Discórdia, que chega aos cinemas esta semana, o protagonista Christian (Claes Bang) não vivencia uma situação tão extrema, mas seus conflitos orbitam a mesma ordem.


Ele trabalha como curador de um renomado museu de arte em Estocolmo, que está prestes a receber uma nova instalação, ‘The Square’ – um quadrado que, segundo a descrição do artista, é “um santuário de confiança e cuidado”.

Para divulgar a obra, Christian decide contratar uma agência de publicidade, cuja estratégia é chocar o público com um vídeo na internet. O tiro sai pela culatra. E o gerente, de repente, se vê em meio a uma polêmica.

Paralelamente, o protagonista precisa lidar com Anne (Elisabeth Moss) – uma jornalista provocativa – e com um garoto que sofre com a vingança de Christian, após o gerente ter o seu celular roubado.

No longa, ganhador da Palma de Ouro em Cannes, Östlund satiriza, também, o conceito de arte contemporânea e suas indecifráveis obras. Com ironia e humor.

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