Regada a álcool, relação entre pai e filho é tema de ‘Saint Amour – Na Rota do Vinho’
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Regada a álcool, relação entre pai e filho é tema de ‘Saint Amour – Na Rota do Vinho’

André Carmona

03 Agosto 2017 | 16h49

Filme é protagonizado por Gérard Depardieu e Benoît Poelvoorde. Foto: Concorde Film

Dirigido pelos franceses Benoît Delépine e Gustave Kervern, Saint Amour – Na Rota do Vinho começa com uma sequência de imagens filmadas em uma feira agropecuária, em Paris. Estandes abarrotados de visitantes e expositores diversos sugerem a importância do evento. Mas Bruno (Benoît Poelvoorde), que bebe sem parar em um dos quiosques, não parece dar a mínima.

Frustrado por odiar seu trabalho, ele é filho de Jean (Gérard Depardieu), um senhor que há não muito tempo perdeu a mulher. Os dois tocam juntos o negócio da família: uma criação de gado no interior. Apesar disso, a relação entre eles é fria. Bruno tem problemas com álcool, o que preocupa muito Jean.

Uma vez introduzido o drama dos dois, o longa tem uma reviravolta. E ela se inicia quando, durante uma pausa na feira, Jean, que parou de beber, convida o herdeiro a realizar uma viagem pela rota do vinho. O objetivo é se reaproximar de Bruno, que, mesmo desanimado, aceita o chamado do pai.

Depois de contratarem um excêntrico taxista parisiense, Mike (Vincent Lacoste), os três empreendem viagem pelas paisagens vinícolas da França. E, a partir daí, ganha força o estilo ‘road movie’, com porres homéricos, revelações surpreendentes – inclusive sexuais – e um fim para lá de fanfarrão.

Não há profundidade no longa. Nem é preciso, aliás. O filme é uma comédia dramática deliciosamente boba.

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