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‘Joy’, de David O. Russel, apresenta família disfuncional

Redação Divirta-se

21 Janeiro 2016 | 17h37

ciner1JOY dois tercos

Foto: Divulgação.

Joy: o Nome do Sucesso, de David O. Russel, começa como aquele tipo de comédia maluquinha, tendo como centro uma família disfuncional. E, dizer ‘disfuncional’, talvez seja um eufemismo para definir a situação enfrentada pela ‘heroína’ Joy Mangano (Jennifer Lawrence). Ela é a chefe de uma família que vive numa casa caindo aos pedaços. A mãe, depressiva, não sai da frente da TV. Os filhos são endiabrados. O marido (Edgard Ramírez, de ‘Carlos’), de quem está separada, mora no porão. O pai (Robert De Niro) é um velhote conquistador contumaz que, toda vez que leva um fora de uma namorada, volta para a casa da filha. Então, divide o porão com o ex-genro. Os dois se detestam.

O filme mostra algumas distorções de casting. Jennifer é nova demais para o papel de mulher sofrida. De Niro, de maneira simétrica, é velho demais para ser seu pai. Além disso, o filme aposta muito na esquisitice para ser verossímil.

Mas talvez a verossimilhança não seja mesmo uma meta de Russel. Depois de uma introdução longa, o diretor vai ao que interessa. Tentando dar jeito nas finanças, Joy inventa um escovão revolucionário. O problema será arrumar grana para produzi-lo em escala industrial e convencer as donas de casa de que precisam do novo utensílio. Passadas as digressões, revela-se o verdadeiro projeto do filme: ser um elogio do empreendedorismo, esse mito fundador americano agora já incorporado à cultura global.

Luiz Zanin Oricchio