Em ‘Os Oito Odiados’, de Quentin Tarantino, personagens violentos e desconfiados
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Em ‘Os Oito Odiados’, de Quentin Tarantino, personagens violentos e desconfiados

Rafael Sousa Muniz de Abreu

07 Janeiro 2016 | 16h24

 

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Talvez a primeira coisa a se dizer sobre Os Oito Odiados, nono longa de Quentin Tarantino, é que se trata de um filme com pouca ação. Ainda que violento, o filme traz muito mais drama do que pancadaria, ao contrário de ‘Bastardos Inglórios’ (2009) e ‘Django Livre’ (2012), recheados de perseguições, lutas, armas e sequências do gênero.

No século 19, pouco depois da Guerra Civil americana, o caçador de recompensas John (Kurt Russell) transporta Daisy (Jennifer Jason Leigh), uma fora da lei, a Red Rock, onde pretende trocá-la por uma recompensa. Ao longo da estrada, ganha duas companhias inesperadas: o Major Marquis (Samuel L. Jackson) e Chris (Walton Goggins), que se diz o xerife de Red Rock.

Uma nevasca interrompe a viagem do grupo, que faz uma parada no Armazém da Minnie. É dentro da cabana que a maior parte da trama se passa e onde estão os outro quatro protagonistas. De um carrasco (Tim Roth) a um caubói (Michael Madsen), são eles os odiosos, mais que odiados, do título. À medida que conversam, as suspeitas surgem entre eles e são capitalizadas por Daisy, que tenta fugir.

A referência é ‘Cães de Aluguel’ (1992), longa de estreia de Tarantino. Num espaço reduzido, vários personagens estão imersos em tensões – neste caso, os conflitos vão do racismo à xenofobia. E, se o ritmo parece mais lento que o dos últimos trabalhos de Tarantino – a qualidade é a mesma.