Divirta-se nº 400: relembre o melhor de São Paulo nesses últimos anos
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Divirta-se nº 400: relembre o melhor de São Paulo nesses últimos anos

Redação Divirta-se

09 Novembro 2017 | 18h12

O Divirta-se chegou à edição de nº 400. E, para comemorar, lembramos o que passou pela cidade (e pelas nossas páginas) nos últimos anos

Foto: Alex Silva/Estadão

Esta semana, a capa do Divirta-se está um pouco diferente. Desta vez, não vamos falar sobre o que vai movimentar a cidade nos próximos dias. Vamos falar sobre o que passou. Sim, o que passou ao longo das últimas 400 edições em que indicamos para os leitores sempre as melhores atrações de São Paulo.

Você também vai perceber que vários espaços que foram tema de nossas capas – como o Teatro Municipal, a Biblioteca Mário de Andrade, o Caixa Belas Artes – continuam por aí, firmes e fortes. E que antecipamos novidades que ganharam cada vez mais força nos últimos anos. André Carmona, Humberto Abdo, Júlia Corrêa, Lucinéia Nunes, Marina Vaz e Renato Vieira


SOBRE A EDIÇÃO Nº 1 

A edição nº 1 do Divirta-se, tal qual você conhece hoje, chegou às bancas no dia 19/3/2010 (foto abaixo). Mas os leitores mais antigos e fiéis poderão puxar pela memória e lembrar que o Estado já publicava um guia cultural antes disso – desse jeito, com as melhores atrações da cidade, toda sexta-feira. Sim, é verdade. Só que ele tinha outro nome, chamava-se apenas Guia – foi criado em 2004 e chegou até o número 440 (isso porque entraram na conta as edições de seu antecessor, o Guia do Caderno 2). O nome Divirta-se tem muita história: ele é usado pelo Grupo Estado desde 1966, quando foi fundado o Jornal da Tarde. Tudo isso para dizer que esta edição, a de número 400, marca o período mais ‘recente’ dessa trajetória. E que venham as próximas 400 edições!

Foto: reprodução

DESTAQUES DA EDIÇÃO Nº 1

+ O Risadaria, festival idealizado por Paulo Bonfá e hoje consolidado na capital, surgia com a proposta de ‘vender risadas’. E, para ilustrar a capa daquela edição, o Divirta-se levou a brincadeira ao pé da letra. Uma produção, que envolveu maquiagem profissional pesada, fez com que os humoristas Marco Luque e Marcio Ballas se transformassem em manequins de loja (foto abaixo).

Foto: Felipe Rau/Estadão

+ Com 170 obras, ‘Mr. America’, a maior mostra já realizada no País sobre o americano Andy Warhol, chegava à Estação Pinacoteca. Nas duas páginas que dedicamos ao tema, apresentamos a trajetória do artista – de ilustrador a símbolo da pop art – e ouvimos o curador da exposição, Philip Larrat-Smith.

+ Dentro do Parque Villa-Lobos, o cenário mudava após a abertura do Ouvillas, um espaço ao ar livre com 16 torres de som, bancos e espreguiçadeiras de madeira. Ainda hoje, a área instalada no local convida os visitantes a sentar e relaxar ao som das obras do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos.

Foto: Joao Wainer

+ A foto acima ilustrou texto sobre um show da então adolescente Mallu Magalhães (foto acima). Na época, já falávamos que ela amadurecia artisticamente, bem antes do álbum ‘Vem’ (2017). E, naquela semana, a banda escocesa Franz Ferdinand vinha ao Brasil pela quarta vez – desde então, ela já bateu ponto por aqui em outras três ocasiões.

ALGUMAS DAS 400 EDIÇÕES

Nº 25
No 8º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), da edição de 10/9/2010, convidamos quatro crianças para avaliar alguns filmes exibidos no evento. Para ilustrar a capa, cenas clássicas do cinema foram recriadas com elementos infantis. Na foto abaixo, King Kong, cercado por um avião no Empire State.

Foto: reprodução

Nº 31
Em outubro de 2010, antes de a cidade ganhar várias ciclovias, publicamos três roteiros para passeios de bicicleta pelas ruas. Os trajetos, feitos por três ciclistas profissionais, totalizaram cerca de 50 km. E incluíam atrações como o Minhocão – que hoje, nos fins de semana, vira uma grande via elevada de lazer.

Nº 45
Prestes a completar 457 anos, São Paulo ganhava uma nova Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94, 3775-0002; www.bma.sp.gov.br), com fachada e móveis originais totalmente restaurados. No dia 21/1/2011, apresentamos suas novidades.

Nº 60
Em maio de 2011, apresentamos novos nomes do grafite – como Minhau e Nove. Também adiantamos que artistas como Chivitz e Binho Ribeiro pintariam murais em pilastras de metrô da zona norte – e eles estão lá até hoje (Av. Cruzeiro do Sul, s/nº, metrô Santana).

Foto: Felipe Rau/Estadão

Nº 65
Depois de quase três anos fechado para reforma, revelamos tudo sobre o Teatro Municipal (Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Sé, 3053-2090; theatromunicipal.org.br; foto acima) na edição de 10/6/2011. Na reportagem, ressaltamos detalhes e curiosidades de sua restauração.

Nº 87
Na edição de 11/11/2011, nossa capa destacava o renascimento de um antigo cinema, mas como casa de shows – o Cine Joia (Pça. Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3101-1305; cinejoia.tv). Na reportagem, também abordávamos a cena musical que emergia desses espaços culturais de médio porte.

Nº 130
Com 111 artistas e curadoria de Luis Pérez-Oramas, a 30ª Bienal de São Paulo inovou com não apenas um, mas 30 cartazes oficiais. Inspirados nesse clima colaborativo, nossos designers criaram quatro versões de capa, que circularam em setembro de 2012 (foto abaixo). Ah, e a próxima Bienal, a 33ª, já tem data marcada: 7/9/2018.

Foto: reprodução

Nº 157
Além dos grandes shows, também damos vez aos pequenos espaços de música. Eles mereceram uma capa em 15/3/2013. A seleção incluía Jazz nos Fundos (R. Cardeal Arcoverde, 742, Pinheiros, 3068-5975; jazznosfundos.net) e Casa do Mancha (R. Felipe de Alcaçova, s/nº, V. Madalena, 3796-7981; bit.ly/casamancha).

Nº 174
Em julho de 2013, destacamos a exposição Mestres do Renascimento: Obras-primas Italianas, no CCBB (R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651; bit.ly/ccbbspaulo), que reuniu 57 obras de nomes como Leonardo da Vinci e Michelangelo. Na época, o centro promoveu a Virada Renascentista, madrugada adentro.

Nº 211
Na edição de 28/3/2014, o diretor do É Tudo Verdade, Amir Labaki, comemorou o bom momento que vivia o gênero documentário, pouco popular nas décadas anteriores. Desde então, o festival (etudoverdade.com.br) – que tem inscrições abertas para sua 23ª edição, em 2018 – consolida-se, cada vez mais, na agenda da cidade.

Nº 227
Em 18/7/2014, a cidade ganhava mais um teatro em shopping – o Net São Paulo, no Vila Olímpia (bit.ly/teatronetsp). Testamos cinco casas do tipo, e anunciamos a abertura de um no Villa Lobos – o Opus (bit.ly/teaopus), que só seria aberto em março de 2017.

Foto: Werther Santana/Estadão

Nº 228
Depois de três anos fechado, o Belas Artes (www.caixabelasartes.com.br; foto acima), uma das salas mais tradicionais paulistanas, reabriu, reformado, em meados de 2014. O Divirta-se estampou, em sua capa, a novidade – e fez um roteiro com outros cinemas de rua.

Nº 246
No ano em que os food trucks se proliferaram pelas ruas da cidade, a pergunta foi inevitável: vale a pena? Na edição de 28/11/2014, avaliamos o serviço de caminhões e food parks, e comparamos oito pratos dos trucks com similares de outros estabelecimentos. Nem todos se saíram bem. A boa notícia é que ainda há boa comida de rua circulando por aí.

Nº 255
Quem não provou a paleta mexicana que atire o primeiro palito. O sorvete recheado fez tanto sucesso que logo abriram inúmeras casas especializadas. Em 30/1/2015, avaliamos várias paletas e indicamos um roteiro de sorveterias pela capital. Mas o fenômeno foi moda passageira. A maioria das citadas na matéria fechou suas portas.

Nº 284
Na edição de 21/8/2015, apresentamos dez espaços culturais novos ou revitalizados, com programação multitemática. Entre eles, o charmoso Mirante 9 de Julho (R. Carlos Comenale, s/nº, Bela Vista, 3111-6330; mirante.art.br).

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Nº 287
Em setembro de 2015, celebramos os 70 anos do nosso querido brigadeiro com um teste às cegas, que elegeu os melhores docinhos da capital. O campeão foi este acima, da Anusha Chocolates (R. Com. Miguel Calfat, 420, Itaim Bibi, 3045-6054; bit.ly/anushachoc).

Nº 322
O perfil das pizzarias paulistanas ganhou novos ares, como mostramos em 13/5/2016. Surgiram as pizzas de autor, feitas com massa de fermentação natural, ingredientes artesanais e, muitas vezes, de tamanho individual. Destaque para a Carlos Pizza (R. Harmonia, 501, V. Madalena, 3813-2017; www.carlospizza.com.br).

Foto: reprodução

Nº 360
Em fevereiro de 2017, a Casa de Francisca saiu dos Jardins e foi para o Palacete Teresa Toledo Lara, no Centro (R. Quintino Bocaiúva, 22, metrô Sé, 3052-0547; casadefrancisca.art.br). Fomos os primeiros a conhecer o espaço, que mereceu capa (foto acima). Sua capacidade foi praticamente triplicada, passando de 44 para 120 lugares, reforçando a cena musical paulistana.

ARTE PREMIADA

+ A reportagem ‘Troca de Olhares’, publicada em 15/4/2011, conquistou o 56º Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Criação Gráfica. Assinada por Marina Vaz e diagramada por André Graciotti e Dennis Fidalgo, as oito páginas foram inspiradas no universo onírico do artista holandês Escher (1898-1972), com textos escritos em perspectiva, palavras que pareciam sair do papel… Até a capa da edição era invertida!

Foto: reprodução

HAJA HISTÓRIA

+ Quando o Estadão fez 140 anos, mergulhamos na história cultural da cidade (desde 1875!) para produzir a capa publicada em 23/1/2015. Lembramos, por exemplo, que, no século 19, a música ao vivo era ouvida por poucos, em clubes particulares que tocavam música clássica. E que, naquela época, os restaurantes mais refinados eram comandados por chefs franceses e ficavam dentro de hotéis.

Foto: reprodução

POR DENTRO DAS SALAS

+ Na sexta-feira que antecede a cerimônia de entrega do Oscar, publicamos sempre o Oscar das Salas de Cinema, uma reportagem especial com a avaliação de todos os complexos da capital. Durante as visitas, feitas anonimamente, são testadas categorias como instalações, poltronas, bilheteria e bonbonnière. O projeto do Divirta-se é pioneiro – existe desde 2005, quando ele ainda se chamava Guia. No dia 25/2/2011, primeira edição sob o nome atual, ainda convocamos alguns leitores para ajudar na avaliação.

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