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Dez regiões e locais que estão dando uma nova cara a SP
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Dez regiões e locais que estão dando uma nova cara a SP

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Redação Divirta-se

11 Fevereiro 2016 | 17h22

Regiões e pontos tradicionais da cidade se reinventam e ganham fôlego novo

A transformação de alguns bairros, a renovação de casas decadentes e o melhor aproveitamento de espaços públicos deram nova cara à cidade – como a Av. Paulista fechada para o trânsito aos domingos, a abertura de novos espaços na Mooca e a revitalização da Praça Dom José Gaspar. Confira um roteiro com dez lugares – e dicas de endereços no entorno – que vão mudar seu jeito de olhar cada um deles.

MOOCA

Mooca

Foto:Divulgação

+ A Mooca não é mais a mesma. E isso não significa que o Juventus tenha se mudado ou que as pizzarias já não existam mais. Mas o bairro está deixando para trás a imagem pitoresca para se tornar um novo polo cultural da cidade. A transformação começou, literalmente, com uma reforma geral. Reaberto em 2014, o Museu da Imigração, antigo Memorial do Imigrante, teve o velho e monótono acervo remodelado, com atrações interativas e apelo mais jovem. Perto dali, outro lugar marca a guinada ‘moquense’: o Nos Trilhos. O espaço, que recebe shows, eventos e exposições, é, na verdade, um vagão de trem de 1922.

A poucos metros, rente à linha férrea, funciona também o BTNK (que reabre no dia 20/2). Lá, uma banda de jazz e dois bares compartilham o ambiente de uma composição restaurada. Quando o assunto é comer e beber, também não faltam novas opções. Destaque para o Cateto, com suas cervejas e embutidos artesanais, e para o Hot Rod Dog, com salsichas especiais e complementos nada conservadores, como guacamole e chilli.

Museu da Imigração. R. Visconde de Parnaíba, 1.316, 2692-1866. 9h/17h (dom., 10h/17h; fecha 2ª). R$ 6.

Nos Trilhos. R. Visconde de Parnaíba, 1.253, 99203-2803. Inf.: bit.ly/nostrilhos

BTNK. R. Visconde de Parnaíba, 1.253. 20h/4h. Inf.: www.btnk.art.br

Cateto. R. Fernando Falcão, 810, 2367-7521. 18h/23h (6ª, 18h/0h; sáb., 13h/0h; dom., 13h/23h; fecha 2ª e 3ª).

Hot Rod Dog. R. Guaimbé, 302, 3205-4698. 17h/ 22h (sáb. e dom., 12h/ 22h; fecha de 2ª a 4ª).

BAIXO PINHEIROS

Salumeria Tarantino - Fernando Sciarra - Estadão

Salumeria Tarantino (Foto: Fernando Sciarra/Estadão)

A proliferação de bares e restaurantes nas ruas paralelas à Av. Pedroso de Moraes deu nova cara à região do Baixo Pinheiros, nos últimos três anos. E as novidades não param de surgir – prova de que as ruas Ferreira de Araújo, Costa Carvalho, Padre Carvalho e adjacentes caíram de vez no gosto do público e dos empresários.

Recentemente, somaram-se aos ‘veteranos’ da área – como Pirajá, Bráz e Brigadeiro Doceria – as hamburguerias Mano, pequenina e com um sanduíche de primeira, dos mesmos donos do restaurante vizinho Nou; e a Sailor Burgers & Beers, com ambiente rústico.

O casamento perfeito de cerveja gelada, queijos e embutidos é a proposta da despojada Salumeria Tarantino, do empresário Gilberto Tarantino, sócio do bar BrewDog e do Vinil Burger também na região. Para um café regado a bons quitutes, abriram as portas o Pãozin e a Dona Olinda e os Anjos.

O chef Marcelo Laskani também escolheu a vizinhança para abrir o Più, em uma casa onde são preparados os pães e as massas que vão à mesa. O brasileiro Caxiri e a segunda unidade do árabe Manish ajudam a engordar esse roteiro, que, aparentemente, deve continuar a crescer.

Mano. R. Ferreira de Araújo, 381, 3816-1725. 12h/23h.

Più. R. Ferreira de Araújo, 314, 3360-7718. 12h/15h e 19h30/23h30 (sáb., 12h30/ 16h e 19h30/ 23h30; dom., 12h30/ 16h30; 2ª, até 22h).

Salumeria Tarantino. R. Padre Carvalho, 227, 3092-2337. 13h/21h (fecha dom.)

MINHOCÃO

Minhocão

Foto: Fernando Pilatos/Div.

+ Da inauguração das ciclovias ao fechamento da Paulista aos domingos, o paulistano tem vivido mais a rua e exigido mais lazer dela. A tomada do Minhocão pelo público, portanto, não é novidade. Fechado das 21h30 às 6h30, durante a semana, o local é, já faz tempo, espaço de diversão para os moradores de seu entorno, que caminham, correm, conversam e se reúnem por quase toda a sua extensão. “A novidade é a descoberta de que a rua é local de encontro, não apenas de fluxo”, diz Luciana Gandelini, produtora do Esparrama, um grupo teatral que monta peças em uma das janelas dos prédios em frente ao elevado (foto).

Há alguns anos, a via tem sido palco de ações coletivas. A instalação de uma piscina no asfalto e a realização de festas, blocos, apresentações musicais, feiras gastronômicas e de troca são algumas das atividades que têm movimentado o lugar.

Pela pressão da população e de movimentos como a Associação Parque Minhocão, o fechamento para carros também aos sábados, a partir das 15h, passou a valorizar ainda mais essas atividades.

Mas o Minhocão como espaço cultural enfrenta um revés: desde a última edição da Virada Cultural, a Subprefeitura da Sé não concede autorização para projetos realizados ali. Um Termo de Ajustamento de Conduta entre a Prefeitura, o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público suspendeu a realização de eventos no lugar por questões de segurança – o que não impede que reuniões e movimentações espontâneas continuem a marcar presença por lá e dar o tom ao espaço.

Associação Parque Minhocão. www.minhocao.org.
Grupo Esparrama. www.facebook.com/esparrama

PRAÇA DOM JOSÉ GASPAR

 

PARIBAR 4455 SAO PAULO 04.02.2011 JT VARIEDADES Materia sobre a reabertura do tradicional bar Paribar, na Praça Dom José Gaspar, centro da cidade. O bar foi reduto nas décadas de 60 e 70 de intelectuais e escritores como Sérgio Milliet e Marcos Rey, este último inclusive ambientou várias de suas tramas utilizando o ambiente do bar. Gerais do bar, sua fachada, fotos antigas e do novo proprietário Luiz Campiglia. FOTO TIAGO QUEIROZ/AE

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A Praça Dom José Gaspar, na região central, tem se renovado desde a reabertura do Paribar (foto), em 2010. No entanto, o bar, que foi um clássico na cena boêmia da cidade nos anos 1960, não é a única atração do seu entorno hoje em dia. Aos fins de semana, a praça também ficou famosa por receber festas de rua. Sem datas fixas e de forma quase espontânea, o lugar costuma ser ocupado por coletivos famosos como a Selvagem e a Mel.

Com uma vida noturna cada vez mais agitada, a região tem outro ponto alto: o bar Mandíbula, inaugurado em 2014, no segundo andar da Galeria Metrópole. Com ar descolado e um público cativo, o espaço anima o começo da noite, com música e conversas que tomam os corredores e a sacada da galeria. Depois de beber algumas cervejas por lá, é comum que se atravesse a Av. São Luís para o Alberta #3, uma aposta boa para estender o programa madrugada adentro.

Se a Dom José Gaspar também é conhecida como ‘praça da biblioteca’, obviamente a protagonista não poderia ficar de fora dessa nova fase. O restauro da Biblioteca Mário de Andrade, concluído em 2011, é o marco dessa reinvenção. A introdução de grandes paredes envidraçadas uniu o prédio ao espaço urbano.

A biblioteca circulante, grande fator de atração do público, voltou ao edifício. E, hoje, a instituição busca um perfil ainda mais popular. Com a pretensão de ser a primeira ‘biblioteca 24h’ do País, tem promovido eventos noite adentro, com sessões de cinema, espetáculos e até festas no prédio. Em 2016, algumas das atrações devem ter datas fixas. Com sessões de filmes às quartas e sextas e peças às segundas.

Paribar. Pça. Dom José Gaspar, 42, 3237-0771. 11h/0h (2ª, 11h/22h; dom., 10h/17h).

Mandíbula. Pça. Dom José Gaspar, 106, 2º andar, 3129-3556. 14h/22h (5ª e 6ª, 14h/0h; sáb., 14h/18h; fecha dom. e 2ª).

 Alberta #3. Av. São Luís, 272, 3214-5256. 12h/19h (4ª a 6ª, até últ. cliente; sáb., 19h/últ. cliente; fecha dom.).

Biblioteca Mário de Andrade. R. da Consolação, 94, 3775-0002. 24h.

 

NESTOR PESTANA E BENTO FREITAS

Nestor Pestana

Foto: Derek Fernandes/Div.

+ Próximas à Praça Roosevelt, as Ruas Nestor Pestana e Bento Freitas têm muito a ver com o perfil de baladas que têm movimentado a região. Mamba Negra, Extravaganza, Tenda, Lua, Goza, Kriança Esperança e Carlos Capslock, entre outros coletivos alternativos da cidade, passaram ou ainda passam por lá.

O perfil despojado do L’Amour e do Skorpios, clubes com espelhos nas paredes e barras de pole dancing, combina com a proposta das baladas, que se propõem democráticas e com um diálogo ‘menos preconceituoso’ com o espaço urbano. Em vez da formalidade e da burocracia de casas noturnas maiores, espontaneidade e pistas de danças despojadas e mais íntimas.

‘Não é um ambiente asséptico, higienizado. Pode oferecer menos conforto, mas existe uma proximidade maior entre todo o mundo’, comenta Guilherme Falcão, da Tenda, sobre o L’Amour.

Aliás, as noites não se restringem ao interior dos clubes. Como os ambientes são pequenos, o público ocupa também a calçada e a rua, conversando, bebendo e dançando em frente às casas. A Extravaganza, balada de disco music, chega a colocar sofás para quem quer assistir tudo de maneira mais confortável. “Detestamos baladas com burocracia, comandas, RGs, fumódromos, seguranças em todo lugar. No final, são máquinas de fazer dinheiro, não são festas interessantes, não acontece nada fora do comum, fica tudo muito controlado”, comenta Ivan Aranega, um dos organizadores da festa.

L’Amour. R. Bento Freitas, Centro, 366, 3258-3524. Cc. e Cd.: M e V. Cd.: M e V.
Skorpios. R. Nestor Pestana, 231, Consolação, 3231-4452. Cc. e Cd.: M e V.

BANCA TATUÍ

Banca Tatuí

Foto: George Leoni/Div.

+ Uma banca que vendia revistas antigas, repleta de infiltrações – e que só permanecia aberta para que o proprietário não perdesse o ponto – se transformou na Banca Tatuí.

Na esquina das Ruas Barão de Tatuí e Imaculada Conceição, João Varella, sócio da editora Lote 42, encontrou o lugar para abrigar publicações independentes. “É um drama que toda editora menor enfrenta. Um dia, almoçando em um restaurante próximo, vi o aviso de que a banca estava à venda”, conta Varella. Ele lembra que a esquina na qual se localiza o imóvel era ponto de consumo de drogas. “Depois que assumimos, em outubro de 2014, as pessoas começaram a nos parabenizar por termos conseguido dar à banca uma cara nova”.

O ponto, hoje, abriga livros de cem editoras em um espaço de apenas 6 m2. Em dias de lançamentos, geralmente aos sábados, Varella convida artistas como a cantora Luiza Lian e a banda Serapicos para se apresentar no teto do local. A iniciativa surgiu por acaso. Varella queria fazer um jardim, mas o engenheiro responsável pela restauração conseguiu montar uma estrutura mais resistente.

Ao se lembrar do show que os Beatles fizeram no telhado da gravadora Apple, em 1969, veio-lhe a ideia de usar a área com essa finalidade. E a intenção, agora, é ter uma agenda periódica de shows.

Sotero. R. Barão de Tatuí, 282, 3666-3066. 12h/15h (sáb., 12h/0h; dom., 12h/17h).
Conceição Discos. R. Imaculada Conceição, 151, 3477-4642. 10h/21h (fecha dom. e 2ª; abre último dom. do mês).
Esquina Grill do Fuad. R. Martim Francisco, 244. 11h30/1h (dom 11h30/ 12h30).

AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista

Foto: Hélvio Romero/Estadão

+ Primeiro foi a ciclovia, inaugurada em junho do ano passado. Quem anda de bicicleta pela cidade aprovou o trajeto. Quatro meses depois, veio o programa Rua Aberta, que fechou a avenida para carros aos domingos – não sem reclamações de parte da população que mora no entorno e de alguns comerciantes, acreditando em um possível prejuízo. O Ministério Público Estadual chegou a multar a Prefeitura de São Paulo pela iniciativa. Apesar disso, o paulistano parece ter gostado da ideia
de ver a avenida mais importante da cidade livre para o lazer.

Os frequentadores são de várias faixas etárias. Homens, mulheres e crianças andam de bicicleta, ensaiam movimentos com patins ou tentam se equilibrar em skates. Muitos mesclam o passeio com uma passada pelo Conjunto Nacional, ou aguardam ali por uma sessão de cinema no Reserva Cultural ou no Caixa Belas Artes.

Os artistas de rua também têm seu espaço. Se, em um quarteirão, é possível conferir a performance do já clássico ‘Elvis da Paulista’; no outro, há dois amigos (um no violão e voz, outro na percussão) interpretando sucessos de Jorge Ben Jor. O ideal é curtir a Paulista sem pressa, com cuidado para não pisar nas criações de artesãos que expõem suas mercadorias nas calçadas.

MAKSOUD PLAZA

 

Maksoud Plaza 3 - Frank Bar - Rubens Kato - div.

Frank Bar (Foto: Rubens Kato/divulgação)

Frequentado por artistas, políticos, empresários e estrelas da música (como Ozzy Osbourne, Axl Rose e Mick Jagger) nos anos 1980 e 1990, o então glamouroso hotel Maksoud Plaza, construído a poucos metros da Avenida Paulista, enfrentou uma crise financeira que o levou a leilão em 2011. Mas uma disputa jurídica garantiu a propriedade à família do fundador Henry Maksoud.

Para resgatar o espírito dos velhos tempos, o hotel passou por uma reforma que custou perto de R$ 5 milhões nos últimos quatro anos. Entre as novidades está o clube PanAm, uma parceria entre os empresários Henry Maksoud Neto e Facundo Guerra, do Grupo Vegas. Localizado no 23º andar do edifício e com uma vista de 360° da cidade, o espaço é cenário de festas, shows, eventos e baladas para até 350 pessoas. Aberto há um ano e sem programação fixa, a agenda de festas do clube é divulgada em sua página no Facebook.

Em abril de 2015, foi a vez do lobby do hotel ganhar um bar de peso e com ar retrô (foto). O Frank Bar – o nome é uma homenagem ao cantor Frank Sinatra, que fez shows memoráveis no teatro do Maksoud – tem atrás do balcão o bartender Spencer Jr., um dos mestres da coquetelaria brasileira, que assina a carta com uma seleção de drinques clássicos e autorais (R$ 25/R$ 33).

Também no Atrium Lobby, o restaurante 150 Maksoud é a nova opção gastronômica. Com serviço de café da manhã, almoço em sistema de bufê e jantar à la carte, já em operação a partir deste fim de semana, ocupa o lugar da Brasserie Bela Vista. Elaborado pelo chef Juca Duarte, que chegou ao hotel em dezembro, o menu reúne receitas de cozinhas variadas com um toque de regionalismo, especialmente na escolha dos ingredientes.

150 Maksoud Plaza. Al. Campinas, 150, Bela Vista, 3145-8000. 6h/0h.

Frank Bar. 18h/2h (dom., até 0h; 5ª, trio de jazz, 19h/21h).

PanAm. www.facebook.com/PanamClub/

MASP

LINA

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O recente retorno dos cavaletes de vidro (foto) de Lina Bo Bardi ao Masp é apenas uma das reformas empreendidas pelo museu nos últimos anos. Em uma tentativa de retomar seus tempos áureos, a instituição tem lançado um olhar especial ao passado, principalmente aos projetos visionários da arquiteta.

Para quem visita o museu, as mudanças parecem ganhar mais forma a cada dia. Com a troca de gestão, foram removidas as paredes falsas que modificavam a expografia original do Masp. No subsolo, uma nova galeria, onde atualmente é exposta a coleção de obras do argentino León Ferrari. Também estão em processo de revitalização as emblemáticas colunas vermelhas que sustentam o prédio. Até o café foi reformado e ganhou a marca da rede Suplicy.

Quanto a seu calendário de exposições, o Masp tem apresentado recortes de seu acervo – como nas mostras do ano passado, com as coleções de obras italianas e francesas. A herança de Lina também estará na agenda de 2016. Em setembro, está prevista uma releitura da exposição ‘A Mão do Povo Brasileiro’, montada em 1969, com curadoria da própria Lina.

Antes disso, em meados de março, o museu inaugura ‘Playgrounds’, que faz referência à mostra de Nelson Leiner que ocupou o vão livre com obras interativas, em 1969. Na nova versão, foram convidados coletivos e artistas contemporâneos, como Ernesto Neto e Céline Condorelli.

Av. Paulista, 1.578, 3149-5959. 10h/18h (5ª, até 20h; fecha 2ª). R$ 25 (3ª, grátis.).

MIRANTE 9 DE JULHO

Mirante 9 de Julho

Foto:Divulgação

+ Não demorou muito para o local, aberto em agosto do ano passado, se tornar um ponto descolado da cidade. O Mirante 9 de Julho ficou abandonado por décadas e o empresário Facundo Guerra, proprietário de casas bem-sucedidas de São Paulo, como o Cine Joia e o Riviera, assumiu sua administração após estabelecer uma parceria com a gestão municipal.

“Eu não imaginava o que fazer dele. Existe um mito de que restaurar um imóvel irá salvá-lo, o que é um ledo engano. Mais importante que o restauro é como você irá transformá-lo novamente em centro de convivência social”, afirma Guerra.

O Mirante recebe festas; projetos como o Jameson Cinema Club, que exibe clássicos do cinema ao ar livre; e shows, como o de Thiago Pethit, em outubro de 2015. No período pré-carnavalesco, o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta passou por lá, animando um público heterogêneo.

“O que funcionou para a gente foi o Mirante ter se transformado nesse microcosmo da energia criativa do paulistano – teve barista que não tinha um café, cozinheiros sem cozinha, cinema de rua, rock, samba, show de transformista, exposição de artista plástico e fotógrafo que nunca tinha exposto”, relembra o empresário. “Vemos o lugar como um laboratório de programação, para nos expressar também sobre como enxergamos a São Paulo de agora”, completa.

A cafeteria Isso É Café e o restaurante O Mercado Efêmero garantem os comes e bebes do local. Para 2016, Guerra promete recuperar os chafarizes do Mirante, montar hortas e reforçar a programação.

R. Carlos Comenale, s/nº , Bela Vista, 3111-6342. 10h/22h (fecha 2ª). 

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