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Atrás das grades

Redação Divirta-se

27 Setembro 2012 | 22h28

Pinturas do Museu Aberto de Arte Urbana, na Av. Cruzeiro do Sul, estão sendo cercadas por muretas e grades; Metrô assume autoria da obra e afirma que ela não ‘afetará’ os murais feitos pelos artistas

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CANTEIRO DE OBRAS | Painel pintado por Boleta (à esq.) é um dos afetados

 

Seu início foi turbulento: a ideia de criá-lo surgiu após um grupo de onze grafiteiros ser preso por colorir as pilastras do metrô, ao longo da Av. Cruzeiro do Sul, em abril de 2011. Seis meses depois, evoluiu para um projeto que envolveu dezenas de artistas ­­– entre novatos moradores da zona norte e veteranos consagrados – e que contou com o apoio do Metrô, da secretaria estadual de cultura (na época, representada por Andrea Matarazzo) e da Prefeitura.


Agora, o Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU) ­– que engloba os 68 painéis pintados nas pilastras entre as estações Santana e Tietê-Portuguesa – ganha mais um capítulo em sua história. Infelizmente, não tão bom.

Uma obra, já em andamento, prevê a construção de muretas e grades que vão isolar do público 15 pilastras, e interferir na visualização de 30 painéis do MAAU. Nesse trecho, estão obras assinadas por nomes como Zezão, Chivitz, Minhau, Binho Ribeiro e Nove.

Na última quarta-feira (26/9), o Divirta-se visitou o MAAU e os pedreiros que trabalhavam no local afirmaram à reportagem que estavam prestando serviço para Prefeitura.

Um comunicado da Coordenadoria de Ação Cultural do Metrô, ao qual tivemos acesso (clique aqui para ler o texto), também atribui a responsabilidade sobre a execução da obra ao poder municipal e explica que o Metrô apenas forneceria as grades a serem instaladas. Nesta mesma mensagem, há um alerta sobre “a possibilidade real (…) de repintar algumas das pilastras” em que estão os trabalhos dos artistas.

Entretanto, a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, negou ser a responsável pelas obras e atribuiu sua autoria ao Metrô.

Em nota, o Metrô confirmou a realização das obras, que teriam como objetivo “garantir a segurança na circulação dos trens”, e afirmou que a iniciativa “não afetará os grafites realizados nos pilares do elevado”  (clique aqui para ler a nota na íntegra).

A secretaria estadual de cultura também garantiu, por meio de sua assessoria, que nenhum dos painéis dos artistas será apagado.

Assim se espera. Isolar com grades um museu de arte pública está longe de ser um cenário ideal. Mas ver parte de seus belos trabalhos cobertos por tinta cinza seria um fim triste demais para uma história que está apenas começando. Marina Vaz

 

LEIA MAIS | Em outubro de 2011, acompanhamos a pintura dos murais do MAAU.
Clique na imagem abaixo para ler a reportagem:

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LEIA MAIS | O projeto já tinha sido antecipado pelo Divirta-se em maio de 2011, em matéria de capa sobre jovens grafiteiros. Clique nas imagens abaixo para abrir cada página: 

 

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