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Confira a avaliação do Divirta-se de todas as salas de cinema da cidade

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Confira a avaliação do Divirta-se de todas as salas de cinema da cidade

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Redação Divirta-se

25 Fevereiro 2016 | 18h03

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Domingo (28) é dia de cerimônia do Oscar. E, como o Divirta-se faz desde 2005, essa é a época perfeita para divulgar o resultado de nosso Oscar das Salas de Cinema. Neste ano, o trabalho todo levou 15 dias. Durante o período, visitamos 46 complexos comerciais da cidade, além de sete cineclubes. A equipe de reportagem percorreu as salas observando detalhes de cada espaço, especificados em um formulário padronizado. Tudo isso, claro, de forma discreta e anônima – e com ingressos e contas da bonbonnière pagas integralmente pelo jornal.

Também levantamos os preços cobrados por um refrigerante de 500 ml e pela menor pipoca vendida em cada local – e comparamos os valores para obter os quitutes mais caros e baratos.

Uma ‘anti-premiação’ também revela as salas que tiveram as piores avaliações nas cinco categorias analisadas. Há ainda situações nada agradáveis observadas durante as visitas. O que, no mínimo, pode servir como dica de melhoria para alguns cinemas.

A seguir, você confere os resultados e os detalhes dessa experiência. André Carmona e Gabriel 
Perline (especial para o Estado), com colaboração de Rafael Abreu

NOSSA AVALIAÇÃO

– Instalações (sinalização, limpeza, banheiros, bebedouros, acessibilidade)

– Sala (visibilidade, projeção e som, distância entre a tela e a primeira fila)

– Poltrona (conforto, encosto reclinável, braço retrátil)

– Bonbonnière (variedade, preços, atendimento, limpeza)

– Bilheteria (estrutura física, compra online, atendimento)

As cinco categorias foram avaliadas de forma separada nas salas especiais, que têm poltronas e serviços exclusivos.

Para eleger os vencedores, foram dadas notas de 0 a 5 em cada uma das categorias.

46 complexos foram visitados por nossa equipe. Em cada um deles, testamos a maior sala – e, quando havia, também a sala premium.

30 foi o número de vezes que tivemos de assistir ao mesmo filme – no caso, Deadpool – para testar todos os cinemas da cidade.

7 cineclubes, que exibem programação fora do circuito comercial, também foram visitados (e ganharam uma avaliação à parte).

 

MELHOR CINEMA

Ele alcançou a maior pontuação, considerando a soma de suas notas nas cinco categorias avaliadas – foram 22 pontos, de um total de 25 possíveis. Isso deu ao JK Iguatemi o título de melhor cinema da cidade. Suas instalações são espaçosas e limpas, com um agradável lounge cheio de mesas e poltronas. Na compra do ingresso, funcionárias extremamente simpáticas dão um atendimento tranquilo, porém eficiente. Caso não queria enfrentar fila, é só recorrer a um dos totens de autoatendimento. Na bonbonnière, a pipoca pode levar temperos especiais, como o de lemon pepper. Dentro das salas, a qualidade de projeção impressiona. Quer mais? O complexo tem ainda salas premium, com serviços exclusivos.

ANÁLIA FRANCO

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

A experiência é, no geral, satisfatória. Bem iluminado, o saguão é limpo, assim como o banheiro. A tela tem tamanho avantajado – mas, apesar da boa distância até a primeira fileira, a imagem pode ficar distorcida. A bonbonnière é extensa e garante a pipoca sem filas.

Ponto alto: Possui instalações adequadas e atendimento assertivo.

Ponto baixo: Estática, a poltrona não reclina nem fazendo força.

BOURBON

Alia como poucos conforto e modernidade. Tudo é amplo, limpo e convidativo, inclusive o banheiro, com cheiro de novo. Por ter todos os ambientes no mesmo nível, o acesso é ótimo. Há duas bonbonnières, um café e um restaurante. Também sobram lugares para sentar. E a sala é acima da média em todos os quesitos.

Ponto alto: Bilheteria espaçosa, com 12 caixas e sete totens.

Ponto baixo: Poltronas reclinam bem pouco e não possuem braços retráteis.

BOA VISTA

O bom atendimento e os preços camaradas da bonbonnière não são suficientes para uma boa experiência. A rede Moviecom tem um baixo padrão de qualidade técnica. A projeção é muito ruim, e as imagens surgem escurecidas na tela. A falta de boa acústica na sala faz o som do filme ser um pesadelo.

Ponto alto: Guloseimas são vendidas a preços honestos.

Ponto baixo: Nas salas, péssima projeção de imagem e acústica.

BRISTOL

Chegar ao cinema, na região da Avenida Paulista, é um desafio para cadeirantes. Apesar de existirem elevadores especiais, no momento da visita não havia ninguém para auxiliar o uso. No entanto, a ótima projeção e o som em bom volume, combinados com uma sala espaçosa, fazem valer o esforço.

Ponto alto: Bonbonnière tem pipoca light, frita em óleo de canola e sem sal.

Ponto baixo: Nada ergonômicas, as poltronas são desconfortáveis.

CENTER NORTE

Apesar de estar localizado dentro do shopping, a maioria das dependências possui andar próprio. A estrutura é suficiente, mas falta refrigeração em dias quentes. Grande, a sala poderia ter distância maior entre a tela e a plateia – a visibilidade das primeiras poltronas é ruim. O som também incomoda, pela altura.

Ponto alto: Poltronas reclináveis, confortá- veis e com braços retráteis.

Ponto baixo: Banheiro é restrito a quem já ingressou no corredor das salas.

MELHOR SALA

Foto: Felipe Rau/Estadão.

Foto: Felipe Rau/Estadão.

Com uma estrutura moderna e um ambiente limpo e bem sinalizado, as salas do Cidade Jardim fazem por merecer o primeiro lugar da categoria. A tela, além de possuir o tamanho ideal para a sala, fica distante o suficiente do público para não prejudicar a visão do filme. Outros fatores que deixam a sessão ainda mais confortável são a distribuição das poltronas e a inclinação na medida certa: com fileiras espaçosas e sem cabeças alheias cobrindo parte da tela.

CENTRAL PLAZA

As boas projeções de imagem e som da sala XD valem a visita. Mas, se for ao cinema no fim de semana, vá com horas de antecedência e muita paciência. As filas da bilheteria transbordam pelo corredor do shopping – mesmo tendo um amplo saguão – devido ao atendimento lento.

Ponto alto: Boa qualidade de imagem e de som.

Ponto baixo: Poucos atendentes na bilheteria.

CIDADE JARDIM

Se o shopping já é do tipo alto padrão, não se poderia esperar menos do cinema. Limpo e bem sinalizado, tem salas modernas e confortáveis. Embora as salas premium tenham um serviço impecável, na visita, a poltrona estava com numeração danificada e faltavam abajur e mesa lateral.

Ponto alto: Sala confortável, com boa projeção.

Ponto baixo: Defeitos na poltrona premium.

CIDADE SÃO PAULO

Ainda que novas, as instalações precisam de reparos. No dia da visita, a rampa para cadeirantes estava obstruída pelos totens de autoatendimento; o banheiro exalava odor de urina; e o atendimento, de tão diligente, demorou além da conta. Mas a sessão compensa.

Ponto alto: Sala moderna e ótima projeção.

Ponto baixo: Só blockbusters na programação.

CINE CAIXA BELAS ARTES

As instalações são, aparentemente, perfeitas: a bonbonnière com cara de cafeteria; a lojinha de souvenirs; e a ótima sala. Mas basta um olhar atento para as falhas surgirem. A sinalização é confusa. Os banheiros, pouco limpos. E até o bebedouro é mal posicionado.

Ponto alto: A programação vai além do clichê.

Ponto baixo: Atendimento displicente e caótico.

CINEARTE

Assistir a uma sessão no subsolo do Conjunto Nacional é recordar os velhos tempos. Apesar de plana, a sala é ampla, com boa visibilidade, e tem ótima distância entre a tela e a primeira fileira, algo raro hoje em dia. A projeção também é irretocável. É cinema pra quem gosta de cinema.

Ponto alto: Poltrona aconchegante.

Ponto baixo: Na visita, sistema de cartão falhou.

CINESALA

Boa variedade de itens na bonbonnière e confortáveis sofás na sala de projeção. No dia da visita, uma cliente foi furtada e os funcionários não prestaram nenhum apoio à vítima. O toalete masculino tem um mictório em péssima posição, que expõe os usuários quando a porta é aberta.

Ponto alto: Sala de projeção com sofás.

Ponto baixo: O atendimento é péssimo.

MELHOR POLTRONA

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Não há nada melhor do que entrar em uma sala de cinema e se deparar com poltronas aconchegantes. No Cinearte, elas são assim. De tão confortáveis, a sensação é de estar na casa da vó, em pleno centro da capital. O encosto reclina pouco, é verdade, mas a recompensa vem em forma de ergonomia: angulação perfeita para acomodar a coluna e assento macio. Além disso, o espaço entre elas é mais generoso do que em outros complexos. É certeza de uma sessão sem dores.

ELDORADO

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

O espaço pode se gabar da qualidade da imagem e do som da sala XD, mas precisa acionar mais vezes a equipe de limpeza para diminuir o volume de pipoca no chão de todos os ambientes. No dia da visita, a bilheteria estava fechada às 21h40, e os ingressos estavam à venda na bonbonnière – mas não havia placa informando isso.

Ponto alto: Poltronas confortáveis no saguão e banheiros limpos.

Ponto baixo: Limpeza insatisfatória do saguão e das salas de projeção.

ESPAÇO ITAÚ – AUGUSTA

Quando visitar o local, prefira comprar o ingresso pela internet. Um dos cinemas de programação alternativa mais visitados da região da Avenida Paulista arrasta um antigo problema: a infame fila, que, mesmo em uma sexta-feira pós-carnaval, ameaçava chegar à rua. Fora isso, é garantia de boa sessão.

Ponto alto: Sala confortável e programação variada conquistam.

Ponto baixo: O atendimento é lento e requer paciência dos frequentadores.

FREI CANECA

A bilheteria chama a atenção por seu layout moderno e elegante. Mas não só por isso: tem boa sinalização e atendimento ágil. A experiência neste cinema, no geral, é bastante agradável. Pena que no dia da visita tenha ocorrido um problema na projeção do filme, atrasando o fim da sessão em mais de meia hora.

Ponto alto: Atendimento rápido e simpático.

Ponto baixo: Impossível beber água no bebedouro devido à baixa pressão.

IGUATEMI

Toda a área comum é ampla, bonita, bem sinalizada, limpa e com boa acessibilidade. A sala tem ótimos som e projeção, com poltronas numeradas e aparentemente novas. As duas primeiras fileiras, porém, estão coladas à tela. A limpeza dos banheiros também merece mais atenção nas últimas sessões do dia.
Ponto alto: Ótima sala premium, com poltronas espaçosas e reclináveis.

Ponto baixo: Espaço apertado para a fila da bilheteria em horários de pico.

INTERLAGOS

O rápido atendimento na bilheteria aliviou a ansiedade pela espera na fila, que estava longa. Mas a experiência, no geral, não foi agradável. Não vende ingressos com assentos marcados, o banheiro estava imundo e faltou simpatia aos vendedores da bonbonnière. Tem a seu favor o bom espaço entre as fileiras na sala de projeção.

Ponto alto: O espaço entre as fileiras é acima da média da rede Cinemark.

Ponto baixo: Péssimas condições de uso no banheiro masculino.

INTERLAR ARICANDUVA

De longe, o mais defasado cinema da rede Cinemark. As instalações são ultrapassadas, com péssima sinalização e atendimento. Há poltronas desfiadas e o ar condicionado ficou desligado do início ao fim da sessão. Na sala, uma cena inédita: pessoas assistindo ao filme sentadas no chão.

Ponto alto: O complexo tem muitas salas – são 14, no total.

Ponto baixo: Em pleno sábado, havia só dois atendentes na bilheteria.

ITAIM PAULISTA

O atendimento simpático salva este cinema de ser um verdadeiro desastre. A bilheteria e a bonbonnière não aceitam cartões – e não há cartazes informando as formas de pagamento. Não é possível comprar ingressos com assento marcado, a projeção é sofrível e a acústica também é ruim.

Ponto alto: Funcionários simpáticos e prestativos.

Ponto baixo: Todas as instalações são feias e malcuidadas.

JARDIM SUL

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Tem ótimos atrativos, mas o destaque é a sala 9 – reinaugurada em novembro de 2015 -, que recebeu novas tecnologias de imagem e de som. Mas há um risco no cantor inferior da tela. Como sugestão, poderiam aproveitar melhor o saguão e colocar cadeiras ou poltronas para espera.

Ponto alto: Sala com ótima projeção.

Ponto baixo: Bonbonnière com preços surreais.

JK IGUATEMI

A sala Imax é um deleite para cinéfilos exigentes. Assim que a sessão começa, o papo dos frequentadores costuma ser encerrado e os celulares, desligados. O espaço entre as fileiras favorece o trânsito do público, bem acomodado nas poltronas.

Ponto alto: A ótima projeção consegue favorecer filmes medianos.

Ponto baixo: Inclinação da poltrona faz espectador ver o topo da tela.

KINOPLEX ITAIM

Neste cinema, a experiência é boa desde a compra do ingresso até o fim da sessão – seja na sala convencional; seja em sua versão VIP, batizada de Platinum. A maior ressalva é a bonbonnière, com pouca variedade.

Ponto alto: Na sala premium, muito conforto.

Ponto baixo: Não possui bebedouro.

MELHOR SALA PREMIUM

Foto 8 JK iguatemi Sala premium (2)

Foto: Divulgação.

Na sala ‘vip’ do JK Iguatemi, dá para se sentir à vontade como no sofá de casa. Apesar de ampla, ela consegue ser aconchegante e intimista – em parte, pelos abajures que separam cada dupla de poltronas, com estofado de couro e ótima inclinação. Basta chamar pela atendente, que ela anota o pedido e o entrega rapidamente, já com a máquina de cartão em mãos. Após o filme começar, todas as luzes são apagadas e o serviço é interrompido – para não atrapalhar a sessão.

KINOPLEX VILA OLÍMPIA

É um cinema que fideliza a clientela. Tem ambiente elegante, atendimento simpático em todos os setores, duas bonbonnières (uma convencional e outra premium), salas com ótima projeção e poltronas confortáveis.

Ponto alto: Na sala premium, poltronas têm inclinação quase completa.

Ponto baixo: Os altos preços praticados pelas duas bonbonnières.
LAPA CENTERPLEX

É um cinema para ir quando não há outra opção. As instalações são modestas e, além disso, a sala possui limitações técnicas – como as péssimas projeções de imagem e de som. As poltronas são apertadas e o banheiro, malcheiroso.

Ponto alto: Atendimento rápido e prestativo.

Ponto baixo: Poltronas estreitas e tela de projeção cheia de riscos.

MELHOR BILHETERIA

Foto: Gabriel Perline/Estadão.

Foto: Gabriel Perline/Estadão.

Não encontrar filas longas, ser atendido por uma equipe ágil e simpática, poder optar por uma boa variedade de filmes em instalações modernas fez o Espaço Itaú – Frei Caneca levar o prêmio de melhor bilheteria. Os totens para autoatendimento estão bem posicionados e são bastante requisitados pelos clientes deste cinema. A limpeza, a organização e os letreiros digitais, que exibem a programação disponível, só fizeram aumentar a nota dada pela reportagem.

LAR CENTER

São dois salões divididos por uma parede. No lado esquerdo, a bonbonnière e a sala XD, em um saguão simples. Já o direito tem um espaço gourmet, com decoração moderna e longo sofá. A sala é imponente, de tela grande, mas a projeção não faz por merecê-la: a imagem é um pouco ‘pixelada’.

Ponto alto: Duas opções de bonbonnière.

Ponto baixo: Bilheteria parece improvisada.

MAIS SHOPPING LARGO 13

A bilheteria foi reformada e está mais moderna. Também chama a atenção a agilidade no atendimento e a cordialidade dos funcionários. Mas ocorreu o mesmo inconveniente do ano passado: ar condicionado desligado durante os primeiros 25 minutos da sessão.

Ponto alto: O novo layout da bilheteria.

Ponto baixo: Boa parte dos filmes é dublada.

MARABÁ

É uma pena que este cinema, dada sua história e tradição, seja tão mal organizado e aproveitado. No dia da visita, formou-se uma fila de espera para entrar na sala que foi parar na calçada. A região não é das mais seguras e os funcionários não agilizaram a liberação da sala.

Ponto alto: Na bilheteria, atendimento ágil.

Ponto baixo: Funcionários desatentos.

MARKET PLACE

A boa sinalização, a limpeza das instalações e a alta qualidade de imagem e de som são os pontos positivos do espaço. Mas, no dia da visita, a sala estava repleta de pernilongos e os clientes matavam os mosquitos aos tapas.

Ponto alto: Chama a atenção a limpeza de todas as áreas do complexo.

Ponto baixo: Faltam funcionários na bilheteria para agilizar o atendimento.

METRÔ BOULEVARD TATUAPÉ

FOTO 11 SALA BOULEVARD TATUAPÉ

Foto: Divulgação.

Falta um bocado para ganhar o título de cinema exemplar. A sala 1, embora grande (373 lugares), consegue ser aconchegante. Mas para por aí. A projeção não é das melhores. Tanto os banheiros quanto a bonbonnière carecem de higiene. E o atendimento na bilheteria foi preguiçoso.

Ponto alto: Poltronas macias e agradáveis.

Ponto baixo: Instalações inadequadas.

METRÔ ITAQUERA

O principal motivo para ir a este cinema é a poltrona da sala 3: extremamente confortável e com excelente espaço para as pernas. Mas peca pela falta de bebedouros e pelo lento atendimento na bilheteria. No dia da visita, não havia sabonete nem papel-toalha nos compartimentos do toalete masculino.

Ponto alto: Espaço gigante entre as poltronas – até para uma pessoa alta.

Ponto baixo: Há poucos atendentes na bilheteria aos fins de semana.

METRÔ SANTA CRUZ

É difícil encontrar um espaço em que as pipocas não estejam esparramadas pelo chão. Limpeza não é o forte deste cinema, sobretudo dos banheiros. Os funcionários não se preocupam com o bem-estar dos clientes, já que não atenderam às reclamações por conta da falta de ar condicionado durante a sessão.

Ponto alto: Qualidade da projeção de imagem e acústica da sala.

Ponto baixo: Salas de projeção, saguão e banheiros sujos

METRÔ TATUAPÉ

Excelente climatização, fácil acesso e instalações bem sinalizadas proporcionam uma boa experiência. Mas a sala, plana demais, pode atrapalhar a visibilidade de quem se acomoda nas primeiras poltronas. Na bonbonnière, a pipoca sai quentinha o tempo todo.

Ponto alto: Bilheteria eficiente e rápida, com muitos caixas à disposição.

Ponto baixo: Não há banheiros ou bebedouros nas instalações do cinema.

METRÔ TUCURUVI

Há detalhes incômodos neste cinema. No dia da visita, apenas uma atendente dava conta da fila da bilheteria. Na bonbonnière, os letreiros digitais estavam desligados. A sala XD tem tela menor que as demais da rede Cinemark, e estava suja de pipoca e com o chão pegajoso (tudo isso antes do início da primeira sessão do dia).

Ponto alto: Sinalização adequada e boa acessibilidade.

Ponto baixo: A luz da sala só foi apagada 10 minutos após o início da sessão.

MOOCA PLAZA

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Segue o padrão da rede Cinemark, mas há diferenciais positivos a seu favor, como a limpeza das instalações, o bom atendimento e a qualidade da projeção da sala XD. As poltronas são confortáveis, mas a reportagem teve o azar de comprar o assento J6, que, com qualquer movimento, rangia em alto som.

Ponto alto: A limpeza é bem mantida em todas as áreas do complexo.

Ponto baixo: A posição da bilheteria faz a fila invadir o corredor do shopping.

PÁTIO HIGIENÓPOLIS

A programação deste cinema não segue à risca o padrão da rede Cinemark e vai além dos blockbusters, dando espaço para produções menos comerciais. Mas o atendimento é ruim. Uma falha na projeção foi ignorada pelos funcionários, que chegaram a discutir com os clientes que reclamaram do problema.

Ponto alto: Bonbonnière muita limpa e com atendimento ágil.

Ponto baixo: Ótima projeção de imagem e de som na sala XD.

PENHA

Os preços praticados pela bonbonnière são ótimos. Pena que este seja o único aspecto positivo. O ar condicionado do saguão estava desligado e o calor era absurdo. A sala é uma das piores já visitadas. Além da projeção ruim, a acústica péssima e permite que o som externo invada a sala.

Ponto alto: Guloseimas com bons preços.

Ponto baixo: Acústica ruim, com som abafado.

PLAZA SUL

Os atendentes da bilheteria e da bonbonnière são bastante ágeis, porém pouco simpáticos. A projeção das imagens e a acústica são boas, mas as poltronas são um pouco estreitas. No dia da visita, o banheiro masculino estava com o chão sujo de urina. Não possui bebedouros.

Ponto alto: Instalações bem sinalizadas.

Ponto baixo: A limpeza deixa muito a desejar.

RAPOSO SHOPPING

O cinema ocupa um andar exclusivo do shopping, evitando o trânsito excessivo de pessoas. Os preços da bonbonnière são um pouco menos inflacionados que os praticados pela rede Cinemark. Como ressalva, a sinalização das poltronas poderia ser melhor.

Ponto alto: Boa projeção de imagem e som.

Ponto baixo: Atendimento lento na bilheteria.

MELHORES INSTALAÇÕES

Foto: Solange Macedo/Div.

Foto: Solange Macedo/Div.

No Bourbon – Espaço Itaú Pompeia, tudo é bem sinalizado, desde a entrada do shopping até as dependências do cinema. Por ser plano, quase não há necessidade de soluções para acessibilidade, com exceção dos banheiros, que têm rampas para cadeirantes. O saguão principal é amplo, convidativo e com decoração elegante. Há duas bonbonnières, um café, um restaurante e uma espaçosa bilheteria. Nada é sufocante. Com méritos, é o grande vencedor da categoria.

RESERVA CULTURAL

De tão resguardada, nem parece estar no coração da Avenida Paulista. O saguão respira um ar de cinefilia, que faz jus à programação, voltada aos filmes de arte. A sala é simples, intimista, com projeção de qualidade e sem frescuras.

Ponto alto: Com estrutura agradável, tem até livraria e boulangerie.

Ponto baixo: Não tem bonbonnière – e, sim, um café, que não serve pipoca.

SANTANA PARQUE SHOPPING

Na sala, boa projeção e poltronas confortáveis. A bilheteria não aceita todos os cartões e essa informação só é percebida ao se chegar ao guichê (ou seja, após encarar a fila). Precisa melhorar
o atendimento na bonbonnière.

Ponto alto: Poltronas confortáveis, com bom espaço entre as fileiras.

Ponto baixo: Atendimento precário na bonbonnière (desorganizada).

MELHOR BONBONNIÈRE

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

O Iguatemi – Cinemark leva a melhor pelo conjunto da obra: espaço e serviço. Com bancada ampla e sala confortável para um lanche antes ou depois da sessão, a bonbonnière é comum a todas as salas, incluindo a Prime. O atendimento costuma ser rápido e gentil e o cardápio vai além dos clássicos pipoca e refrigerante, com opções de sanduíches e bebidas alcoólicas. Para a sala Prime, o pedido tem de ser feito no caixa. Mas pode ser entregue na sala quando solicitado.

SHOPPING D

A boa inclinação da arquibancada da sala permite uma boa visualização da tela. Do lado de fora, o amplo saguão poderia ter mais cadeiras ou poltronas para espera – e também ser limpo com mais frequência.

Ponto alto: Atendimento rápido e prestativo.

Ponto baixo: Pipocas espalhadas pelo chão.

SP MARKET

Há detalhes que podem ser revistos para proporcionar uma boa experiência aos clientes. Entre eles, o fato de ter apenas uma pessoa trabalhando na bilheteria em horário de grande fluxo; projeção trêmula e cores desfocadas na sala XD; e a falta de sinalização para se chegar até o cinema, localizado na área externa do shopping.

Ponto alto: Possui 12 totens de autoatendimento na bilheteria.

Ponto baixo: Projeção ruim da sala XD, a que tem os ingressos mais caros.

SPLENDOR PAULISTA

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Embora tenha como concorrente um Cinemark – localizado no mesmo piso do shopping–, este cinema tem qualidade superior em diversos aspectos: atendimento ágil e cordial, bonbonnière com ótima variedade de quitutes e bebidas, e excelente projeção de imagem e som.

Ponto alto: Confortável, com estilo ‘clean’.

Ponto baixo: Não há totens de autoatendimento.

TIETÊ PLAZA

Impossível entrar na sala e não se surpreender com o tamanho enorme da tela. A projeção, tanto de imagem quanto de som, também é impecável. Embora tenha proporções diminutas se comparadas às de outros cinemas, as instalações são novas, limpas e bem sinalizadas.

Ponto alto: A sala combina conforto e amplas dimensões.

Ponto baixo: Apesar de limpos, os banheiros exalavam um odor fétido.

VILLA LOBOS

Apesar de estarem localizadas na praça da alimentação, as instalações estão a salvo do agito e do barulho. A sala é íngreme e com boa visibilidade. Mas é impossível assistir ao filme na primeira fileira – a distância é curta e a tela, alta demais. De resto, não há queixas.

Ponto alto: Atendimento atencioso em todas as dependências do cinema.

Ponto baixo: A poltrona é menos confortável do que outras da rede.

WEST PLAZA

Tudo é pequeno e apertado. A bilheteria tem apenas dois caixas e não há totens de autoatendimento. Faltam banheiros e bebedouros – para usá-los, é preciso recorrer ao shopping. Embora haja rampa para cadeirantes, ela estava fechada no dia da visita.

Ponto alto: A tela é grande e a projeção, boa.

Ponto baixo: Bonbonnière abriu apenas 10 minutos antes da sessão.

ALTOS E BAIXOS

Não é só o valor dos ingressos que pode pesar na conta do cinema. Comparamos os preços de pipoca e refrigerante – e indicamos os mais caros e os mais baratos da cidade.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

R$ 16 é o valor cobrado pela menor pipoca, no West Plaza.

R$ 4 é quanto custa a porção menor de pipoca vendida no Itaim Paulista.

R$ 10,75 são cobrados por um refrigerante de 500 ml no JK Iguatemi.

R$ 5,75 é o preço do copo de 500 ml tanto no Boavista quanto no Penha.

SEM PRÊMIO

Nossa avaliação revelou, inevitavelmente, também os piores cinemas da cidade. Mencionamos alguns ‘destaques’ abaixo – nem que seja para você passar longe deles.

PIOR SALA

O Interlar Aricanduva ganhou a disputa, graças a uma sessão inteira com o ar condicionado desligado. Mas ele teve forte concorrente: o Penha tem sala suja, tela com riscos e amassados, e acústica péssima.

PIOR POLTRONA

Os cinemas que perderam (muitos) pontos nesta categoria têm algo em comum: assentos estreitos e, muitas vezes, pouco espaço entre as fileiras. Dividem o posto Lapa, Penha, Interlar Aricanduva e Bristol.

PIOR BILHETERIA

Com apenas um guichê e só aceitando dinheiro, o Itaim Paulista saiu na frente. O Interlar Aricanduva, de novo, aparece na lista – com atendimento lento e programação em televisores de tubo (empoeirados!).

PIORES INSTALAÇÕES

No Marabá, não tem rampas para cadeirantes e há falhas nas sinalizações de segurança dentro e fora da sala. No Itaim Paulista, as instalações são feias e malcuidadas, assim como no Interlar Aricanduva.

PIOR BONBONNIÈRE

A do Pátio Paulista não preza pela higiene. No dia da visita, pipocas pisoteadas pelo chão; um balcão bagunçado com embalagens de canudos e chocolates; e um piso grudento, por conta de refrigerante derramado.

DETALHES INCONVENIENTES

Foto: Estadão.

Foto: Estadão.

No Metrô Santa Cruz, toda a pipoca da sessão anterior continuou lá, embaixo das poltronas.

 

Foto: Estadão.

Foto: Estadão.

No Metrô Boulevard Tatuapé, um dos mictórios estava coberto por um saco de lixo.

 

Foto: Estadão.

Foto: Estadão.

O corredor das salas se transformou em despensa da bonbonnière no Tietê Plaza.

CINECLUBES

Para além do circuito comercial, avaliamos também sete cineclubes da cidade. O MIS, espaço importante, ficou de fora por não ter programação no período

CINESESC

Foto: Aline Arruda/Div.

Foto: Aline Arruda/Div.

Uma das salas mais tradicionais da cidade (ocupa o mesmo endereço da Rua Augusta desde 1979) é também uma das melhores. Além de uma programação com estreias exclusivas e mostras variadas, exibidas numa sala espaçosa e com poltronas confortáveis (foto), o Cinesesc tem ainda um bar – pelo vidro de uma antessala, é possível assistir ao filme em um pequeno espaço que serve de vinho a cerveja.

CCSP

Com 99 lugares, a Sala Paulo Emílio Sales Gomes equilibra tamanho e qualidade em um espaço aconchegante e bem equipado. As proporções da tela e a distância entre as fileiras são boas, de modo que nenhum espectador se atrapalha. Apesar disso, as cadeiras, com assentos flutuantes, podem gerar reclamações. E, para quem gosta de sossego antes da sessão, a agitação do Centro Cultural pode irritar.

CINUSP

O cinema universitário é quase camuflado no câmpus da USP – chegam a ele os que o conhecem e o procuram ativamente. A sala pequena, com poltronas de auditório pouco confortáveis, tela diminuta e som regular, não tem bilheteria. Quem não souber disso, inclusive, pode acabar perdendo a sessão, já que, para assistir ao filme, basta entrar pela pequena porta preta, mal sinalizada como o resto do espaço.

CINEMATECA

A bela Sala BNDES vale a visita – a não ser pelas poltronas, de conforto regular e espalda média. Com 214 lugares, a disposição das fileiras deixa o campo de visão livre para uma tela bastante larga, considerando-se o tamanho do espaço. Além da boa programação, a sessão também vale pelo ‘saguão’ dos cinemas, instalado nos edifícios históricos do Matadouro Municipal de São Paulo desde 1998.

CINEMATOGRAPHOS

O que vale, aqui, é a intenção (e a arquitetura). Instalada na antiga garagem da Casa Guilherme de Almeida, em Perdizes, a sala tem uma coluna bem no meio do campo de visão de alguns espectadores, que assistem às sessões em cadeiras de metal duras, dispostas ao lado de pequenos sofás de dois lugares.
O ‘saguão’ – com uma vista panorâmica do Pacaembu – compensa, em parte, os defeitos.

CINE OLIDO

Com uma programação que se fortalece principalmente quando entra no circuito de festivais e mostras maiores, o Cine Olido tem suas qualidades. Lá, os ingressos são vendidos a preços populares. Os espectadores encontram um saguão vazio e antigo, além de uma sala com tela grande e boa projeção. Um porém são as poltronas, de material duro, não reclináveis e instaladas perto demais do chão.

CCBB

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Apesar de a sala (foto) receber uma das melhores mostras da cidade – exibindo dos irmãos Dardenne a Godard –, sua estrutura não é propriamente impecável. Além de ter uma tela pequena, que atrapalha quem gosta de sentar no fundo, o espaço é equipado com cadeiras apertadas, que dificultam a vida dos espectadores maiores. E até desviar a visão das cabeças à frente pode ser difícil.

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