Brigadeiro faz 70 anos
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Brigadeiro faz 70 anos

Redação Divirta-se

10 Setembro 2015 | 22h08

Por Lucinéia Nunes e Marina Vaz

Sinônimo de festa infantil, docinho frugal e (sempre) irresistível, nosso querido brigadeiro completa 70 anos – pelo menos com o nome pelo qual ficou famoso. Acredita-se que o quitute tenha sido assim batizado durante a campanha à Presidência do brigadeiro Eduardo Gomes, em 1945. Alguns relatos afirmam que o doce ‘preferido do candidato’ era vendido para arrecadar fundos à campanha. Outros garantem que era servido, à vontade, nas reuniões do partido. A única certeza é que ele caiu de vez no gosto popular.

MF SÃO PAULO/SP - 03/09/2015 - BRIGADEIRO - DIVIRTA-SE - Brigadeiros da loja e fábrica artesanal, Maria Brigadeiro. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Brigadeiro ao leite da Maria Brigadeiro. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Feito originalmente com apenas três ingredientes – leite condensado, manteiga e chocolate em pó – sempre marcou presença nas vitrines de docerias e ganhou tratamento especial nos últimos anos com a abertura de casas dedicadas exclusivamente à sua confecção.


Mas qual é o melhor brigadeiro? O Divirta-se elegeu os melhores brigadeiros da cidade. Confira o resultado da prova às cegas do doce tradicional de dez casas.

NA COZINHA

Maria Brigadeiro. Doceira desde pequena, a empresária Juliana Motter vendeu seus primeiros brigadeiros na escola, muitos deles feitos com o leite condensado artesanal da avó. Foi nessa época que ganhou o apelido que hoje dá nome à sua loja, Maria Brigadeiro – primeira casa de brigadeiros gourmet, aberta em 2007.
Juliana revisitou a receita e propôs novas versões, gerando curiosidade no consumidor e a proliferação de outras lojas do tipo. Mas manteve o processo artesanal de preparo. Para ela, o segredo da receita está na qualidade do chocolate. A confeiteira montou uma fábrica para fazer o cacau em pó usado em sua massa e os confeitos de chocolate, substituindo os produtos importados.
Feitos diariamente na cozinha envidraçada da loja, os brigadeiros levam cacau em pó 45%, produzido com fruto brasileiro, e são enrolados apenas na hora do pedido.

Produção artesanal da Maria Brigadeiro (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)

Produção artesanal da Maria Brigadeiro (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)

Dulca. Os sonhos continuam sendo o carro-chefe da doceria Dulca, inaugurada na cidade há mais de 60 anos – tanto que acaba de abrir uma loja todinha dedicada a eles (leia mais na pág. 27). Mas os brigadeiros gorduchos também fazem bonito. Formada em confeitaria, Roberta Ferraro, já da quarta geração da família de origem italiana, mostrou com orgulho a produção do doce durante a visita do Divirta-se à fábrica, na Barra Funda.
Lá, são enrolados até 2 mil docinhos toda semana, um a um, e depois distribuídos às sete casas da rede. A receita leva leite condensado, manteiga e uma mistura de cacau em pó e chocolate meio amargo derretido. Em uma panela enorme, são preparados até 60 quilos do doce por vez. Para dar conta de mexer a massa, a panela é colocada em uma máquina com uma pá gigante e permanece ali por cerca de 2 horas sobre o fogo, garantindo que ela fique uniforme e não grude no fundo.
Para arrematar o brigadeiro, até o granulado é feito no local. “O industrial não tem chocolate, apenas açúcar, gordura e corante”, diz Roberta.
Há mais de 15 anos, a dupla de funcionários Genivaldo e Luís Carlos é responsável por dar forma a cada brigadeiro.
A prática é tanta que eles conseguem pegar a porção quase sempre exata de 30 gramas de massa para enrolar, passar no granulado e, rapidamente, lotar a bandeja.

Confira nossa seleção de versões diferentes do docinho e dicas de guloseimas feitas com ele: