Barão de Tatuí: conheça o que a rua tem de melhor
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Barão de Tatuí: conheça o que a rua tem de melhor

Júlia Corrêa

03 Maio 2018 | 16h14

Entre espaços novos e clássicos, percorremos a Barão de Tatuí, na Vila Buarque, de ponta a ponta. Siga a numeração da rua e aproveite

Foto: Alex Silva/Estadão

95 – Mistura de cafeteria e floricultura, instalada em uma casa antiga no início da rua, o Quintal do Centro tem a proposta de trazer um pouco da tranquilidade da natureza para a correria da cidade grande. Por isso, a loja, aberta em julho do ano passado, tem como foco plantas que se adaptam a diferentes ambientes de apartamentos. E a cafeteria, inaugurada quatro meses depois, aposta no estilo caseiro, com café coado (R$ 3) e boas opções de comidinhas, como a fatia de bolo de maçã com canela (R$ 6). Ah, o local tem a mesma proposta de sua ‘unidade irmã’, o Jardin, que fica na Rua General Jardim. Café: 10h/19h (dom., 10h/17h). Floricultura: 11h/19h (fecha dom.). Inf.: quintaldocentro.eco.br

Foto: Ina Amorozo

275 – Voltada a publicações independentes, a Banca Tatuí foi idealizada pelos fundadores da editora Lote 42, selo que hoje integra o catálogo da loja. Quando se passa ali, é interessante observar como sua atmosfera ‘descolada’ aparece em contraste – e, ao mesmo tempo, integrada – com lojas e botecos tradicionais da região. 10h/18h30 (fecha dom.). Inf.: 97617-1538.

Foto: Humberto Abdo/Estadão

282 – As fitinhas do Senhor do Bonfim na fachada e o próprio nome já dão a dica: o Sotero leva à Barão de Tatuí a típica culinária baiana. Assinado por Rafael Sessenta, o cardápio traz itens como casquinha de siri (R$ 24,90) e miniacarajés (R$ 23,90) produzidos em uma máquina instalada no subsolo da própria casa. 12h/15h e 18h/23h (sáb., 12h/23h; dom., 12h/19h). Inf.: 3666-3066.

Foto: Alex Silva/Estadão

284 – Voltada a flores e folhagens nativas da Mata Atlântica, a loja Arranjo Tropical foi aberta em setembro do ano passado pelo empresário Bruno Azevedo. Não demorou para ele ganhar a parceria da ex-procuradora Cristina Sanches, que resolveu atuar como florista depois da aposentadoria. Atendendo ali, ela considera o ponto interessante, pois os bares e cafés do entorno acabam atraindo o público – que inclui muitos jovens – para o local. “Moro em Higienópolis, mas aqui tem um movimento muito legal, que lembra o Soho, em Nova York”, observa. 11h/20h (dom., 12h/18h; fecha 2ª). Inf.: 2589-5201.

Foto: Arranjo Tropical

302 – Inaugurado em 2009, o Così foi um dos primeiros estabelecimentos que contribuíram para mudar o perfil da rua – que passou por uma evidente revitalização à medida que surgiram mais espaços ‘moderninhos’ na região. Comandado pela dupla Leonardo Recalde e Renato Carioni, o restaurante aposta na cozinha italiana contemporânea, com opções como seu famoso ‘Uovo Mollet’ (R$ 38), também conhecido como ‘ovo perfeito’, cozido e com a gema mole – uma receita que se espalhou por outros cardápios da cidade. A decoração da casa tem assinatura do arquiteto Alessandro Bergamin, que também comanda um espaço na rua (leia abaixo). 12h/15h e 19h/23h (6ª, até 0h; sáb., 12h/16h e 19h/0h; dom., 12h/17h). Inf.: 3826-5088.

Foto: Tadeu Brunelli

339 – Loja de design e decoração inaugurada em 2010, o Studio Bergamin traz uma boa seleção de peças garimpadas ao redor do mundo por seu dono, o arquiteto e urbanista Alessandro Bergamin, que reformou uma casa da década de 1920 para se instalar no local. Mesmo para quem não quer ir às compras, a visita pode ser interessante. Nos fundos, ainda em meio aos vários objetos coloridos, há uma pequena cafeteria. No cardápio, para acompanhar um café ou chá, não faltam opções de comidinhas – vindas da padaria Fabrique –, como muffin de banana e mirtilo (R$ 8), croissant (R$ 7,80) e pão feito com gorgonzola e figo (R$ 14). Os itens podem ser servidos com porções de geleia, creme de avelã ou cream cheese (R$ 3, cada). 10h/18h (sáb., 10h/14h; fecha dom.). Inf.: 3667-6032.

Foto: Júlia Corrêa/Estadão

377 – Com a ideia de incentivar produtos artesanais e manifestações independentes, o casal Sandra Paola e Rafael Bittelbrunn inaugurou, no mês passado, o Zud Café. Apostando em itens de pequenos produtores, como cafés especiais extraídos com diferentes métodos – o expresso sai por R$ 5 –, o espaço também pretende realizar eventos ligados à música, à literatura e às artes. Aliás, a cafeteria divide espaço com uma galeria, instalada nos fundos da casa. 10h/19h (fecha dom. e 2ª). Inf.: 2769-3369.

Foto: Espinoza Produções

Aberta no início de abril, a galeria 55 SP, que, até então, funcionava apenas como plataforma online, busca divulgar novos artistas e produzir edições limitadas de nomes consolidados. De 5ª (10) a 16/6, por exemplo, sua nova exposição traz uma edição da escultura ‘Glu-Glu’, feita com vidro e líquido espumante, da artista Amelia Toledo, que morreu em 2017. A obra foi concebida para ser um múltiplo e ganha edição certificada e assinada de 50 exemplares. 11h/ 19h (sáb., 11h/17h; fecha dom. e 2ª). Inf.: www.55sp.art

Foto: Carol Krieger

389 – Um dos fundadores da Galeria Pilar, aberta em 2011, Elisio Yamada viu de perto a mudança de perfil da rua. Apontando para um bar em frente à galeria, recorda, por exemplo, que havia antes, ali, um restaurante muito frequentado por taxistas. Sem juízos de valor, ele destaca esse contraste entre o ‘moderninho’ e o popular, intensificado nos últimos anos. Até 26/5, a galeria exibe a mostra ‘Acúmulo’, com instalações e colagens de Bruno Baptistelli. 11h/19h (sáb., 11h/17h; fecha dom. e 2ª). Inf.: 3661-7119.

Foto: Gil Riquerme

390 – Se, com diferentes cervejarias, a Barão de Tatuí se consolidou como ponto de happy hour da região, o boteco Rica Raiz, aberto no fim de 2017, leva essa possibilidade também para os veganos. Ali, há versões de petiscos, como o ‘Carpaccio de Palmito’ (R$ 18) e a ‘Casquinha sem Siri’ (R$ 8), além de boas opções de almoço, como o ‘Filé à Parmegiana’, feito com bife de glúten (R$ 26). E também há bebidas, claro – com cervejas como Heineken (R$ 8, 330 ml) e drinques como a sangria (R$ 25). 12h/23h (3ª e 4ª, 12h/15h30; dom., 12h/17h; fecha 2ª). Inf.: 3661-1349.

Foto: Júlia Corrêa

402 – Quem entra no Cerveja a Granel pode se sentir confuso com as torneiras que devem ser manejadas no esquema de autosserviço (foto). Mas o atendimento atencioso e as instruções fixadas na parede facilitam a escolha entre bebidas como a Sunshine (R$ 6,80, 100 ml), uma IPA da Croma, e a Lumen (R$ 5,20, 100 ml), uma Lager da ZalaZ. Funciona assim: o cliente carrega um cartão com o valor que está disposto a gastar, insere em uma tela para escolher a bebida e se serve da quantidade desejada. 17h/23h (sáb., 13h/23h; dom., 13h/19h; fecha 2ª e 3ª). Inf.: 2894-2149.

Foto: Júlia Corrêa/Estadão

405 – Com decoração minimalista, o Kraut, aberto em 2016, traz para a região a atmosfera alemã contemporânea. Para compartilhar, há opções como ‘Brezel’ (R$ 20), minipretzels com mostarda da casa e queijo de creme azedo. Se a fome for maior, vale provar um dos sanduíches de schnitzel, como o de carne (R$ 25) ou o vegano de abóbora (R$ 22). Entre as bebidas, além dos chopes, o destaque vai para os drinques com Steinhaeger, um destilado alemão, como o ‘Gurke’ (R$ 17/R$ 25), que leva tônica,
xarope de flor de sabugueiro, pepino e limão-siciliano. 12h/15h e 18h/0h (6ª, 12h/15h e 18h/1h; sáb., 12h/1h; dom., 12h/17h; fecha 2ª). Inf.:4323-6390.

Foto: Filipe Redondo