Um ano após a Carne Fraca, nada mudou na fiscalização, diz pecuarista

Um ano após a Carne Fraca, nada mudou na fiscalização, diz pecuarista

Sonia Racy

06 Março 2018 | 01h32

PEDRO DE CAMARGO NETO. FOTO ABIPECS/DIVULGAÇÃO

Quase um ano depois da primeira Operação Carne Fraca, o Brasil ainda não conseguiu sequer dar início às mudanças na fiscalização sanitária de modo a dificultar ações de “corruptores e corruptos”, ressalta o tradicional pecuarista e vice da Sociedade Rural Brasileira Pedro de Camargo Neto.

Segundo ele, foi sugerida, pelo setor privado, uma pequena mudança nas regras conhecida como verticalização. “Ela mira reduzir o poder dos superintendentes estaduais do Ministério da Agricultura.”

O que aconteceu com essa proposta? “Depois de seis meses, ela foi objeto de um decreto que, infelizmente, até hoje não foi implementado”, lamenta Camargo Neto.

Corporação de fiscais
‘luta por volta ao passado’

Na opinião do pecuarista, faltam liderança privada e pública para enfrentar essa crise e promover a imediata modernização da legislação. “A única força organizada hoje – a corporação dos fiscais federais – luta pela volta ao passado”.