Todos por um

Sonia Racy

16 Setembro 2014 | 01h07

Pressionadas pela delação premiada de Paulo Roberto Costa, as empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobrás decidiram optar por linha de defesa semelhante – conforme antecipado, ontem, pelo blog da coluna.

Segundo fonte que acompanha os processos, a ideia é alegar crime de “concussão”, que significa ato praticado por funcionário público, em que ele exige – para si ou para outrem – vantagem indevida, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela.

Todos 2

Em caso de condenação, o crime é punido com pena de reclusão, que varia de dois a oito anos, e multa. E está explícito no Código Penal (parágrafos 1º e 2º do artigo 316).

Em resumo: as empresas vão se defender afirmando que foram vítimas de extorsão praticada por Costa.