Temer: tranquilo, mas nem tanto

Sonia Racy

21 Outubro 2016 | 00h45

Quem conversou com Temer ontem percebeu um presidente mais tranquilo do que na véspera, quando recebeu a notícia da prisão de Eduardo Cunha. Ajudou muito o surgimento de uma tarefa urgente: o empenho geral para evitar a fuga de votos dos amigos do ex-deputado, na nova votação da PEC do Teto, terça que vem, na Câmara.

A estratégia é lutar para garantir mais de 370 votos.

Mas os interlocutores avisam: o presidente já espera pela delação de Cunha, que pode atingir auxiliares diretos seus e uma boa parte de sua base na Câmara.