Safra faz gesto no exterior a seus clientes

admin

07 Março 2009 | 11h45

A exemplo do que fez o Banco Santander, o Banco Safra também está abrindo exceção e vai ressarcir os investidores do exterior que colocaram recursos no fundo Zeus. Este fundo foi comercializado pelo Safra e era constituído de participações no famigerado fundo de Bernard Madoff. Trata-se da segunda instituição financeira no mundo a tomar esta atitude.

Pelo que se apurou, a proposta é bastante razoável, visto que a outra alternativa seria não receber nada, como está acontecendo com outros investidores que aplicaram com o americano Madoff.

Os clientes receberão 100% do valor que colocaram no fundo em bonds perpétuos que renderão 2% ao ano. Caso haja alguma recuperação do fundo, o montante será transferido aos credores de maneira proporcional. Isto é, o investidor não está abrindo mão dos seus direitos. Consultada, a assessoria do Safra National Bank, em Nova York, não quis se pronunciar sobre o assunto.

Fontes do mercado estimam que o custo total para o Safra pode chegar a US$ 40 milhões.

A pergunta é: por que o Santander e Safra estão fazendo diferente de outros bancos? Emilio Botin, do Santander, porque seu balanço foi bom em 2008 e parte de seus melhores clientes estavam no fundo. E José Safra, um dos últimos “private bankers” internacionais de porte grande, para preservar sua tradicional e fiel clientela.