Rede de Marina responde às críticas de que ‘não tem rumo’

Sonia Racy

05 Outubro 2016 | 12h41

 Depois de um longo debate ontem, em São Paulo, a Rede de Marina respondeu na manhã desta quarta, 5, em carta aberta de oito pontos, ao grupo de dissidentes que na segunda-feira deixaram o partido, alegando que ele “tem se construído como uma legião de pessoas de boa vontade e nenhum rumo”.

No texto, a Rede diz que diz respeita “o direito deste grupo de ter uma leitura própria da realidade”  e reconhece “as valiosas qualidades” dos sete signatários, mas critica o que chamou de “cultura reducionista da velha polarização”.  Os sete são Luiz Eduardo Soares, Miriam Krenzinger, Marcos Rolim, Liszt Vieira, Tite Borges, Carla Rodrigues Duarte e Sonia Bernardes.

Os ex-filiados, diz o texto, “desconsideram o pouco tempo de existência da Rede e o grande desafio que enfrentamos para nos estruturarmos minimamente e para participar do processo eleitoral”. Diz ainda que, com essa atitude, eles “desqualificam lideranças como Heloísa Helena, Alessandro Molon e Randolfe Rodrigues’, que, como outros militantes, participaram dos longos debates, abertos, sobre posicionamentos do partido.

E, contra a crítica de que o partido não tomou posições, cita decisões aprovadas em assuntos como redução da maioridade penal, educação pública, contra a PEC 215 e sobre o Marco Civil da Internet, entre outros.