Questão de fígado

Questão de fígado

Sonia Racy

20 Setembro 2014 | 01h20

Foto: Paulo Andrade

Médico de Marina Silva há sete anos, Mauro Carbonar prefere não falar sobre sua paciente. “Só posso dizer que ela veio parar aqui por recomendação de pacientes políticos meus”, declarou à coluna, direto de seu consultório em Curitiba.

Desde a infância, a ex-ministra tem a saúde frágil. Foi contaminada por mercúrio, teve cinco malárias antes dos 16 anos, três hepatites e uma leishmaniose. Além de ter diversas restrições alimentares. “Aqui não tratamos de nenhuma doença isoladamente, mas do todo. Se você tem dor renal ou dor nas juntas, não olho para o caso específico e, sim, para o corpo inteiro” explica o clínico-geral, com formação em homeopatia e profissional da medicina chinesa. Cobra R$ 300,00 a consulta e R$ 270,00 o retorno.

Seu trabalho, segundo ele, é equilibrar os sistemas do corpo humano. Lembrando que “um estresse atmosférico pode despressurizar o nosso sistema e o fluxo sanguíneo”. Usa alopatia também. “Sim, se necessário receito químicos.”

Para comprovar que sua linha está correta, lembra que quem tem cicatrizes no corpo, muitas vezes, “adivinha” que vai chover. “A atmosfera faz com que elas, bem como as próteses, se modifiquem.”

Pelo que se pode deduzir da rápida conversa por telefone, o sangue e o fígado de seus pacientes são focos do médico. “A água morna, por exemplo, serve para enxaguar as toxinas do fígado, que volta a ter capacidade melhorada para limpar o sangue.” Muitos chegam ao consultório dele com o fígado sobrecarregado, tendo alergias, tonturas ou vertigens. Carbonar troca a medicação e, em cem dias – tempo que o corpo leva para trocar o sangue –, diz que tudo melhora: “Um fígado sujo promove inúmeros males”.