Sonia Racy

20 Fevereiro 2016 | 01h40

Grupo de sócios se articula para pedir a renúncia de Eduardo da Rocha Azevedo da presidência do Jockey Club de São Paulo, na assembleia marcada para terça-feira.

Eles acreditam que a situação falimentar do clube – os funcionários, por exemplo, não recebem salário há quatro meses – é resultado de cinco anos de receita operacional negativa sem reação da atual administração. Querem maior transparência e mais informações.

Entendem que a opção de Rocha Azevedo pela linha ‘família vende tudo’, se desfazendo do patrimônio, não é a melhor para a saúde da instituição.

Patas 2

Consultado ontem pela coluna, Rocha Azevedo diz que não renuncia. E que, se pudesse, não se desfaria de nada que o clube tem. “Mas há dívidas. Temos que fazer caixa”, explicou ontem o presidente do clube.

Patas 3

Na convocação de associados para a assembleia da terça, Rocha Azevedo já adianta a informação de que o déficit de obrigações imediatas ultrapassa os R$ 48 milhões. Admite também dever R$ 9 milhões em prêmios – e listou outros buracos a resolver pela frente.

Patas 4

Acredita-se que o presidente do Jockey estaria pretendendo vender o Hipódromo de Campinas, que tem 220 mil metros quadrados.

Um terreno vizinho ao hipódromo, de 50 mil metros quadrados, prova que a área é valiosa. Está à venda por R$ 48 milhões. Portanto, o imóvel do Jockey valeria algo como R$ 200 milhões.