Portela tenta buscar Receita no mercado

Portela tenta buscar Receita no mercado

Sonia Racy

15 Fevereiro 2018 | 00h45

DESFILE DA PORTELA

DESFILE DA PORTELA. FOTO: MAURO PIMENTEL/AFP PHOTO

Depender cada vez menos de verbas públicas é uma das metas principais da Portela – escola campeã em 2017 e quarta colocada no desfile deste ano na Sapucaí. Para livrar-se do que chama de “camisa de força”, o presidente da escola, Luís Carlos Magalhães, prepara-se para lançar uma butique virtual.

“Está quase pronta, já foi autorizada pelo Estado, já providenciamos CNPJ, tudo isso”, adiantou. O objetivo, diz ele, é chegar ao ano que vem com 30% dos custos do carnaval cobertos por atividades próprias. Hoje essa taxa é de 20%. “Para isso, estamos trabalhando nossa marca, em especial nas redes sociais”, explicou.

Cerca de 300 mil pessoas acompanham atualmente a escola pelas redes, o que ajuda na venda de produtos como camisetas e bonés. Além disso, a Portela fechou parceria com o Madureira Shopping – onde faz exposições e vende produtos durante o ano inteiro.

Os eventos da escola também têm trazido resultados. Faltando um mês para a folia, uma feijoada com a cantora Maria Rita foi uma das três maiores da história da escola em termos de arrecadação e de público.

“É difícil fazer um carnaval competitivo só com verbas oficiais”, admite Luís Carlos. “O duro é administrar uma escola grande como a Portela sem saber quanto e quando vamos receber.” Até hoje, explicou ele, as escolas não receberam todas as parcelas do que está previsto no plano comercial, que inclui patrocínio da Prefeitura, direitos de transmissão, exploração de publicidade e venda de ingressos.

O presidente comenta por alto uma complicação adicional: “Tem toda essa questão do prefeito, que não é exatamente um carnavalesco…” / PAULA REVERBEL