“Podemos vencer!”

“Podemos vencer!”

Sonia Racy

12 Setembro 2014 | 01h10

Asics

Bruno Soares é uma das esperanças de vitória do Brasil, a partir de hoje, no duelo contra a Espanha pela Copa Davis – no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Bicampeão de duplas mistas no US Open, no fim de semana passado, o mineiro de 32 anos ainda não teve tempo para descansar. No intervalo entre treinos e ações da Asics, uma de suas patrocinadoras, ele conversou com a coluna.

Qual a sensação de ser bicampeão de um torneio de Grand Slam, como o US Open, em Nova York?

A temporada norte-americana, em piso mais rápido, foi fundamental para que eu me saísse bem no torneio. Gosto de jogar nos EUA. Infelizmente, nas duplas masculinas não deu, ficamos (ele e o austríaco Alexander Peya) nas quartas de final. Mas com a Sania (Mirza, indiana com quem conquistou o título nas mistas) foi ótimo. Era a primeira vez que jogávamos juntos.

Nunca haviam treinado antes do US Open?

Não, nunca.

Pretendem manter a dupla vencedora?

Estamos pensando nisso. Vamos ver se conseguimos jogar no Aberto da Austrália (em janeiro de 2015).

E o desafio contra a Espanha pela Copa Davis?

Confiança a gente tem. Até porque, quando houve o sorteio das chaves, imaginávamos uma missão quase impossível: pensamos no (Rafael) Nadal, no (David) Ferrer e no (Tommy) Robredo. Mas eles não vieram. Claro que a equipe espanhola é muito boa, será muito difícil, é a favorita. Mas estamos bastante motivados, podemos surpreender.

Por que escolheram o piso de saibro, que é o preferido dos espanhóis?

Eles jogam bem em qualquer piso, mas o saibro é bom para nós também. Nossos jogadores de simples gostam muito, se sentem confortáveis. Antes de pensar nos espanhóis, pensamos em nos colocar na melhor condição possível para ganhar. Podemos vencer. Embora eu, particularmente, prefira pisos mais rápidos, ao nível do mar.

A partida de duplas é crucial nesse duelo?

Acho que sim, porque eu e o Marcelo (Melo) jogamos juntos durante bastante tempo, até 2012. E queremos voltar a formar dupla para tentar a medalha de ouro na Olimpíada de 2016, no Rio. /DANIEL JAPIASSU