Chanceler recorre aos gregos para comentar destituição de procuradora venezuelana: ‘Perderam a razão’

Chanceler recorre aos gregos para comentar destituição de procuradora venezuelana: ‘Perderam a razão’

Sonia Racy

05 Agosto 2017 | 17h25

O ministro Aloysio Nunes recorreu a um clássico grego, Eurípides, para comentar a decisão do governo da Venezuela de destituir de seu posto, no final desta manhã em Caracas, a procuradora-geral Luisa Ortega Diaz.

“Os deuses fazem primeiro perder a razão àqueles que querem destruir”, afirmou o ministro, sobre esse episódio, na entrevista que deu após o encontro de chanceleres do Mercosul, em SP.

Seria, no caso, uma perda de razão em massa. A medida contra Ortega — que tem sido a mais forte voz contra os abusos do governo Maduro — foi aprovada pela unanimidade dos 545 integrantes da nova Constituinte de Maduro, que hoje se reúne pela primeira vez.

‘Não me rendo’, reage a procuradora
em comunicado do MP venezuelano

Em um texto de dez parágrafos  que divulgou na tarde deste sábado, 5, no site da Fiscalia General (o Ministério Público de lá), Luisa Ortega reage com vigor à decisão. “Não me rendo, a Venezuela não se renderá ante a barbárie, a ilegalidade, a fome, o obscurantismo e a morte”.

Ela afirma também que “acabar com a autonomia do Ministério Público afetará as vítimas de violações de direitos humanos”.