Paper Excellence não conseguiu financiamento para comprar Fibria

Paper Excellence não conseguiu financiamento para comprar Fibria

Sonia Racy

17 Março 2018 | 01h00

FÁBRICA DA SUZANO, UNIDADE IMPERATRIZ

FÁBRICA DA SUZANO, UNIDADE IMPERATRIZ. FOTO: DIVULGAÇÃO

A compra da Fibria pela Suzano – que envolve R$ 29 bilhões à vista para todos os acionistas da empresa, mais 255 milhões de ações – quase não sai do papel. O Paper Excellence, grupo de origem chinesa radicado na Indonésia, entrou no meio da novela e fez… oferta maior.

Oferta maior, tudo bem. Mas cadê o dinheiro? A operação não se concretizou por falta do gigante funding necessário para a operação. Tradução: de financiamento. O Santander chegou a entrar, mas saiu.

Intenção vazou
e ações subiram

Os chinoindonesianos foram recebidos pelo BNDES, representados pelo BTG e apresentaram o tamanho do seu apetite. A intenção do Paper Excellence vazou e, com a publicização da proposta, as ações da Fibria subiram imediatamente de preço, complicando assim os planos da Suzano.

Paper Excellence
manteve oferta

Vale registrar que, nessa subida do preço das ações da Fibria, o Paper Excellence continuou garantindo, nas conversas mantidas com o BNDES, a sua oferta baseada no valor real das ações de mercado na data do fechamento da operação.

Financiamento
não apareceu

Conclusão: com isso, o PE ganhou tempo. Mas na hora do “show me the money” – como batizou um dos participantes deste suspense – o financiamento não apareceu.

Perderam a disputa.

Sobe? Não, desce

Sumário de alguns players que participaram da transação Suzano/Fibria. Paulo Rabello de Castro, do BNDES, foi rápido ao liberar a informação do banco, quando o combinado entre as partes era de não dizer nada sobre a compra antes das 9h da manhã de ontem.

Entretanto, durante as negociações entre as partes, o banco foi algo… lento.

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