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Sonia Racy

08 Fevereiro 2016 | 01h06

LEO CORREA / AP

TASSO MARCELO /AFP

A coluna convidou três prefeitos para explicar como montaram o “carnaval da crise” e lhes fez as mesmas perguntas sobre como organizaram o evento. Bem-humorado, o último da série, Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, diz que sua fantasia predileta seria a de Rei Momo, “para continuar a ser prefeito da cidade…”.

Como a situação econômica do País afetou o carnaval do Rio de Janeiro?
Não afetou em nada. Mesmo com a crise o carnaval do Rio este ano está sendo um sucesso. Os hotéis estão lotados, os turistas estão vindo na mesma proporção de todos os anos.

Como o senhor conseguiu arrumar recursos? Diminuiu a festa?
Não diminuímos, até investimos mais. Este ano tivemos que ajudar mais as escolas, porque elas tiveram dificuldades para arrumar patrocínio. Dobramos a verba que repassamos para eles e o desfile tem sido lindo. O carnaval é uma festa que traz gente do País e de todo o mundo. Movimenta a economia do Rio, gera muita receita e aumenta arrecadação.

Qual foi seu carnaval inesquecível? E por quê?
O último, sempre. “Este ano não vai ser igual àquele que passou…”.

Se fosse usar uma fantasia, qual seria? Por quê?
Escolheria a de Rei Momo, pra continuar a ser prefeito durante o carnaval (risos).

Há risco de o funk e o sertanejo tomarem conta do carnaval no lugar do samba e do axé?
De jeito nenhum. O carnaval é uma festa democrática e o samba é a alma dessa festa.

Onde o senhor acha que vai passar o próximo carnaval?
Provavelmente fora, mas com muita tristeza (risos). /MARINA GAMA CUBAS

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