O ‘guia Lava Jato’ das multinacionais

Sonia Racy

27 Abril 2017 | 00h29

Recém-chegado de Nova York, onde debateu a corrupção em evento internacional, o ministro Torquato Jardim, da Transparência, traz um aviso aos interessados: “Todas as empresas, no exterior, estão adotando um trabalho de inteligência em sua expansão internacional”. É o que chamaram de “parâmetros de proteção” para multinacionais saberem com quem se envolver. Presentes no evento? Brasil, EUA, Inglaterra, Holanda e México.

Guia 2

Que parâmetros são esses? Consistem em mapear, para se ter um bom compliance, o sistema legal do país onde vão se instalar, sua segurança jurídica, as leis e sistemas de combate à corrupção. E, de quebra, juntam… um mapa das personalidades políticas e jurídicas locais. Para evitar influências políticas nas contratações.

É o efeito Lava Jato além fronteiras. “Todos queriam saber tudo sobre essa operação”, disse o ministro ao regressar.

Devo, não nego…

Caio Megale, secretário da Fazenda de Dória, leva hoje à CPI da Dívida Pública, na Câmara Municipal, uma proposta de Programa de Parcelamento Incentivado.

O que propõe? Parcelamento em até 120 vezes, desconto de 85% sobre os juros e 75% no desconto da multa para pagamento único.

…e talvez pague

Os vereadores haviam proposto descontos de 90% sobre os juros e sobre a multa das dívidas para quem fizer o pagamento em parcela única. A nova proposta deverá ser acatada pela CPI.

Quem dá mais?

Entre os itens que serão leiloados, hoje, no gala da amfAR, estão nada menos do que ingressos doados por Cher, para assistir ao seu show em Las Vegas. E a obra Retrato, doada pela dupla os gemeos.

Nova carta

Depois da polêmica sobre orientação curricular, que envolveu alguns pais e a direção do Colégio Santa Cruz, agora são alunos da escola que divulgam, pelo WhatsApp, texto contrário à decisão da escola de aderir à paralisação de amanhã.

Assinado por 13 pessoas, a carta considera “profundamente equivocado” o posicionamento dos professores contra a reforma da Previdência.