Novos trilionários

Sonia Racy

19 Maio 2017 | 01h09

Novos
trilionários

Havia ontem uma grande dose de revolta no meio de integrantes da iniciativa privada e de advogados, não criminalistas, de renome.

Questionam o fato de a PGR ter aceito um acordo “pífio de R$ 200 milhões com gente que tinha informantes na própria PGR enquanto fazia delação”.

Trilionários 2

Empresário de peso se pergunta se os Batistas vão mesmo ficar soltos tocando a J&F de Nova York. “Eu não entendo esse País. Roubaram o Brasil, fizeram fortuna e o prêmio é a impunidade? Morar na 5.ª Avenida, em Nova York, sem tornozeleira, livres leves e soltos?”

Trilionários 3

Banqueiro reconhecido faz pergunta: “Por que será que eles pouparam o Lula?”

Outro, dos mais tradicionais, classificou Joesley como “vagabundo”.

Trilionários 4

Fato: a família Batista deve estar ganhando muito dinheiro apostando contra o Brasil.

Donos da valiosa informação sobre o que contaram em suas respectivas delações premiadas, sabiam que, no segundo em que seus depoimentos se tornassem públicos, aconteceria o eterno efeito gangorra: o dólar nas alturas e preço das ações brasileiras em terra.

Trilionários 5

Tem gente imaginando que só as operações de câmbio, dependendo do tamanho – feitas aqui e fora do Brasil – são suficientes para pagar a multa da JBS, mais a da Odebrecht e, porque não, a de… Eike Batista.

Devem subir no ranking da revista Forbes.

Duas sentenças

Delatores da Odebrecht consideram a imunidade completa dos irmãos Batista “um tapa na cara”.

“Pobrenários”

Ontem à noite em NY, em restaurante lotado de brasileiros que viajaram para a premiação do Person of the Year, começaram a explodir as notícias “abatedoras”.

Formou-se uma mesa-redonda para debater a situação. Quando o garçom cobrou a conta, responderam que seria a família Batista, da JBS, a pagá-la.

O garçom pensou, lembrou que os conhecia, mas que não tinha os visto naquela noite. “Obviamente, pagamos mais essa conta…”, ironiza um dos presentes.