MinC e Ibram divergem sobre decisão do MAM de vender quadro de Pollock

MinC e Ibram divergem sobre decisão do MAM de vender quadro de Pollock

Sonia Racy

20 Março 2018 | 11h15

“N.º 16”, A OBRA DE POLLOCK A SER LEILOADA PELO MAM / REPRODUÇÃO

A inesperada decisão do Museu de Arte Moderna do Rio de leiloar um quadro de Jackson Pollock – o único em acervo público no Brasil –, tornada pública na semana passada, foi defendida pelo Ministério da Cultura, em nota divulgada na noite de ontem, segunda-feira. O gesto do MinC se segue, mas em direção diferente, a outro anunciado pouco antes pelo Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram, que havia discordado da decisão do museu carioca.

O quadro, conhecido como “N.º 16”, havia sido doado em 1952 por Nelson Rockefeller ao museu e é hoje avaliado por marchands em torno de US$ 25 milhões.

Na sua nota, o MinC “reconhece e valoriza a autonomia o MAM”, que pretende, com essa medida, “buscar a sustentabilidade da instituição”. O  ministério lembra que o MAM-Rio é uma instituição privada, não recebe qualquer ajuda governamental. Segundo sua direção, ele tem um custo anual em torno dos R$ 6 milhões, superior ao que arrecada com seus eventos anuais.

O ministério acrescenta: “No caso em questão, embora a obra seja de inquestionável relevância, sua venda, isoladamente, mostra-se suficiente para angariar os recursos necessários à criação de um endowment que irá assegurar a sustentabilidade do MAM-Rio”. 7

De sua parte, o Ibram pediu que a venda fosse suspensa e que se “buscasse uma outra solução possível para os desafios enfrentados pelo MAM-Rio”.