Memória de raíz

Memória de raíz

Sonia Racy

22 Março 2015 | 01h20

Foto: Lucas Moraes

Ele costuma dizer, brincando, que é, “primordialmente, um caminhoneiro”. Sai pelo interior da Europa em busca de móveis – baús, mesas e cadeiras – que tragam consigo histórias dignas de São José, o Santo Marceneiro. Há mais de 30 anos, Arnaldo Danemberg reúne, no antiquário que leva seu nome, no edifício Chopin, ao lado do Copacabana Palace, no Rio, relíquias, sobretudo “mobiliário do campo, sem aquele salto alto palaciano”, que garimpa em suas andanças pelo Velho Continente. Sua relação com os móveis antigos o levou, em meados de 2004, a Brasília. Foi convidado pelo Iphan a identificar a origem e a importância do mobiliário dos palácios do Planalto e do Itamaraty – o segundo, classificado por ele como um dos “melhores depositários do mobiliário brasileiro e português” que existem no País. E, a partir de abril, suas peças ganham novo destino: São Paulo. Mais precisamente, um casarão na Rua da Consolação, que abrigará filial do tradicional antiquário da Avenida Atlântica.