Márcio França faz representação criminal contra ataques de Doria

Sonia Racy

12 Abril 2018 | 10h20

MÁRCIO FRANÇA (PSB)

MÁRCIO FRANÇA (PSB). FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Críticas duras feitas pelo ex-prefeito João Doria – seu adversário na disputa eleitoral de outubro — ao governador Márcio França, em entrevista esta manhã na Rádio Jovem Pan, deixaram-no “indignado” e o levaram a ingressar com representação criminal junto ao Ministério Público paulista, para apurar se elas constituem “crime contra a honra” do governador.

Na conversa com jornalistas da emissora, Doria acusou França de ter-se dedicado a “22 minutos de impropérios” contra ele, em entrevista anterior na mesma  Jovem Pan. Brincou com seu nome, chamando-o de “Márcio Cuba, aliás França” e afirmou que “em três anos como secretário da Ciência e Tecnologia”, cargo que acumulou com o de vice de Alckmin, ele “não fez absolutamente nada”.

O ex-prefeito e candidato do PSDB à sucessão de Alckmin foi além. Afirmou que o atual governador “fez política o tempo inteiro, usando dinheiro público para política partidária”. E sobre a posição de Alckmin de manter dois palanques na campanha, ou seja, apoiando Doria e França, o ex-prefeito disse que “o governador tem o direito de errar, todos erramos”.

A retaliação do governador contra Doria  é informada em nota divulgada esta manhã. Ela diz, na íntegra: “Indignado com as expressões usadas pelo ex-prefeito João Agripino Dória, que renunciou ao cargo com apenas 1 ano e alguns dias, hoje cedo na Rádio Jovem Pan, determinei ao meu advogado que ingresse com representação criminal no MP SP, para apurar se as acusações infundadas que ele me fez no programa se constituem, como parecem, crime contra a honra do governador do estado de SP, servidor público no exercício de suas funções”.