Judiciário ‘tem que manter a dignidade’, diz advogado

Judiciário ‘tem que manter a dignidade’, diz advogado

Sonia Racy

22 Março 2018 | 01h00

SESSÃO DO SUPREMO

SESSÃO DO SUPREMO. FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Ary Oswaldo Mattos Filho lembra, como bem sentenciou Thomas Jefferson, que o Poder Judiciário não detém nem a espada nem a bolsa. “Portanto, tem que manter a dignidade e o autorrespeito que ele tem que se dar”, ressalta o professor, criador da Faculdade de Direito da FGV.

Não tem feito nenhuma das duas coisas.

Com as brigas no STF mais o Poder Judiciário desmoralizado por greves na defesa de penduricalhos, o terceiro poder cai na vala comum em que já se encontram o Executivo e o Legislativo.

Gilmar e Barroso
brigam concordando

O pior é que o bate-boca entre Gilmar e Barroso se deu no meio de um julgamento que era… ponto pacífico no Supremo. Ministros decidiam contra as doações ocultas de campanha.

Alexandre de Moraes, Fachin, Rosa Weber, Barroso, Fux, Toffoli e Lewandowski já haviam formado maioria. Gilmar acompanhou.

Você também!

No plenário do STF, Gilmar se dirigiu a Cármen Lúcia na tentativa de lembrar há quantos anos se conhecem. “Não quero entregar a idade de Vossa Excelência”, disse ele. “E nem eu a sua!”, rebateu a ministra. “Não é só a minha que não pode ser revelada!”

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