Fux tem alternativa ao voto impresso na manga

Sonia Racy

07 Fevereiro 2018 | 01h05

LUIZ FUX, DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

LUIZ FUX, DO TSE. FOTO: DIVULGAÇÃO

Quem conversou com Luiz Fux dias antes de sua posse no TSE – ocorrida ontem – desconfiou: o novo presidente do tribunal está com uma carta na manga como possível alternativa ao voto impresso.

Tão segura quanto. E custando muito menos que os R$ 2,5 bilhões previstos pelo TSE, a serem investidos num prazo de 10 anos.

Plano  de voo para outubro prevê
30 mil urnas no sistema impresso


Mas se o STF aprovar o impresso, há um “plano de voo” mínimo para as eleições de outubro. A ideia, segundo apurou a coluna, é implantar o sistema em até 30 mil urnas. E uma das primeiras tarefas de Fux na nova função seria definir onde.

Detalhe: o País tem 500 mil urnas e 2,5 milhões de mesários a serem treinados no novo sistema.

Para muitos técnicos do tribunal
vantagens do impresso ‘não compensam’

No entendimento de boa parte dos técnicos do TSE, os benefícios do voto impresso, em termos de maior segurança, “não compensam” os problemas decorrentes de sua implantação. Entre eles, onde guardar comprovantes, por quanto tempo, como manter a privacidade dos dados. E, como lembram eles, “quanto maior a intervenção humana, maior a chance de fraudes”.

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