Ação de Teori, na linha do discurso de Cármen Lúcia

Sonia Racy

28 Outubro 2016 | 01h16

Ao suspender, ontem, a Operação Métis e remeter o processo ao STF, Teori Zavascki estaria reafirmando – e não contestando – o discurso de Cármen Lúcia, feito anteontem, no CNJ, em resposta a Renan Calheiros.

Foi essa a conclusão de um leitor atento, a partir da própria fala da ministra. Na qual ela se refere, por exemplo, a “todos os erros jurisdicionais praticados por nós juízes, humanos que somos, portanto sujeitos a erros (…)”.
A fonte menciona ainda outro trecho, na qual Cármen Lúcia ressalta que o Brasil “é pródigo em leis que garantem que qualquer pessoa possa questionar” decisões, pelos meios adequados.

Exatamente a receita seguida por um dos policiais do Congresso, ontem atendido por Teori.

Decisão política


Clientes do BNDES críticos ferozes da antiga política de privilegiar “campeões nacionais” adotada pelo banco, ficaram surpresos com seu veto à operação de desnacionalização da JBS. E perguntam: “Não foram eles que financiaram a internacionalização do frigorífico?”

Acham que um erro – o da gestão anterior, em privilegiar o grupo – não justifica outro agora: o de limitar, sem explicações, o crescimento do conglomerado.