Direto do debate

Sonia Racy

20 Outubro 2012 | 01h00

Marta Suplicy foi uma das primeiras a se levantar quando o confronto entre Serra e Haddad na Band terminou, anteontem. De mãos dadas com Marcio Toledo, subiu ao palco para cumprimentar o candidato do PT. Antes, parou para falar com Monica Serra.

Com o braço imobilizado, a mulher do tucano – que levou um tombo em junho – confessou à ministra estar feliz por não ter tido sequelas. O papo esticou tanto que Marta nem viu o petista sair. “Onde está o Haddad? Quero cumprimentá-lo”, perguntava ao staff da emissora.

Na plateia, não foi só seu tailleur vermelho que chamou atenção durante o debate. Marta ignorou os pedidos de Boris Casoy para que os convidados não se manifestassem e, ao lado de Ana Estela na segunda fileira, reagia a cada ataque de Serra. Gritou “mentira”, quando o tucano afirmou que ela havia deixado a prefeitura “no chão”. Quando não falava, tuitava. Em duas horas, postou 19 mensagens de seu iPhone.

Na outra ponta da plateia, Alckmin apenas ouvia às críticas. A reação mais contundente veio quando Haddad perguntou a Serra: “Por que vocês não trouxeram as UPAs para São Paulo?”. Enquanto o petista citava a parceria do Rio com o Ministério da Saúde, o governador tirava papel e caneta do bolso. Anotou em letras garrafais: “UPA”. E guardou.

Na primeira fila, Orlando Morando soltou um “ah, vai chorar, é?”, quando Haddad disse que Serra tem “obsessão” por José Dirceu.

Também alvo do embate, Kassab foi embora antes do fim, ironizando as críticas do petista. “Estão fazendo campanha para mim”. O prefeito tinha outro compromisso: a festa de inauguração do Espaço Anhembi. /THAIS ARBEX