Direto de Beirute

Sonia Racy

23 Outubro 2012 | 01h10

A situação no Líbano pode, sim, evoluir para guerra civil. “Não é provável, mas possível”, ponderou ontem, por telefone, de Beirute, Carlos Eddé.

O líder do Bloco Nacional – partido que faz parte da coalizão de 14 de março (oposição ao Hezbollah) – saiu do local do assassinato de Wissam al- Hassan, morto na última sexta, 15 minutos antes. Chocante: o maior pedaço que sobrou de seu amigo pesava 5 quilos.

Beirute 2

Por que a tragédia e essa situação? “Hoje, no Líbano, temos dois tipo de segurança: as Forças Armadas, sob controle dos aliados da Síria, e a segurança interior, algo como a PM de vocês, que defende nossa soberania”, explica o neto do ex-premiê libanês Emile Eddé, filho de mãe brasileira.

Hassan foi morto, segundo Eddé, porque a polícia local, da qual era chefe, está conseguindo desvendar atentados e redes de espionagem – tendo chegado, inclusive, aos culpados pela morte de Rafik Hariri.

Que foram presos.