Direto da Suíça

Direto da Suíça

Sonia Racy

25 Março 2015 | 01h20

Foto: Denise Andrade/Estadão

“Oi, sou Bastian Baker, um chocolate suíço.” Foi assim, falando em português, que o músico nascido em Lausanne se apresentou à coluna, brincando, anteontem, no hotel onde está hospedado, em São Paulo.

Revelação europeia, o cantor e compositor de 23 anos está no Brasil para abrir o show da turnê da francesa Zaz. E faz sua última de suas apresentações em São Paulo hoje, no Bourbon Street. Na breve passagem pelo País visitou o morro do Borel, no Rio, viu samba tocado nos Arcos da Lapa e até foi ao show do belga Stromae, no Festival Back2Black.

“Estou impressionado de ver como os brasileiros são um povo dançante”, afirmou ele, que acumula 41 mil seguidores no Instagram.

Formado em História Francesa e ex-jogador de hóquei no gelo, Baker falou à coluna. A seguir, os melhores momentos.

Como começou a carreira?
Essa é uma longa história de amor. Comecei a tocar violão aos 7 anos. Mas, como eu jogava hóquei sobre o gelo profissionalmente – que é muito popular na Suíça –, a música era uma paixão paralela. Então, tive de decidir se continuava com o esporte ou com a música. Resolvi arriscar. Minha mãe brinca que eu costumava cantar 26 horas por dia (risos).

Quais foram e são suas maiores influências?
Há músicos que renegam algumas influências, mas não é o meu caso. Tudo faz parte de uma grande construção. Mais novo, eu escutava o que meus pais gostavam: Simon & Garfunkel, Eagles, Led Zeppelin e Queen, que foi minha banda preferida. Atualmente, ouço muito James Bay.

A música é um processo misterioso para você?
Às vezes, no estúdio, sou tomado por uma força que é bem misteriosa. É pura criação. Posso ficar sem escrever nada por seis meses e, depois, compor três canções de uma vez. Mas, até hoje, escuto uma música minha no rádio e me pergunto: “Eu consigo fazer isso? Uau!”. (risos)

Conhece a música do Brasil?
Desde que cheguei aqui só tenho escutado músicas locais. Estou profundamente impressionado de ver como os brasileiros dançam.

Quais são os clichês que você escuta sobre seu país?

Ah, os de sempre: queijos, chocolates, bancos, canivetes. Pensam que somos todos ricos. E que a Suíça é um país chato. Discordo. Sempre digo que dá para sair à noite em uma segunda. Somos um país com quatro línguas nacionais, ou seja, multicultural. /MARILIA NEUSTEIN