Difícil, a vida

Sonia Racy

14 Janeiro 2016 | 01h25

A primeira reação do mercado, ontem, à notícia de que a Petrobrás vai vender sua parte da Braskem – coisa aventada desde abril de 2015– foi a de minimizar perdas no preço das ações da estatal, que derreteram 8,5% anteontem.

Entretanto, a realidade se impôs: seja pelo seu envolvimento na Lava Jato, seja pela forte queda no preço do petróleo ou ainda pelas desconfianças do investidor estrangeiro, essa operação será difícil. Fato incentivador: a briga entre a Braskem e a Petrobrás pelo preço da nafta foi resolvida em dezembro.

A Odebrecht tem o direito de preferência na aquisição das ações da Braskem pertencentes à Petrobrás. Mas dificilmente vai exercê-lo.

Difícil 2

O Conselho de Administração da Petrobrás vem discutindo, há meses, uma forma de se desfazer do ativo. É consenso que ela deve vender sua parte – mas o tema não está hoje na pauta do encontro, no dia 19.