Delegado da ADPF comenta veto de Moro a algemas para Lula

Sonia Racy

05 Abril 2018 | 21h06

Procurado pela coluna para comentar a determinação do juiz Sergio Moro — que vetou o uso de “algemas em qualquer hipótese” na prisão de Lula –, o delegado Evandir Felix Paiva, presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), disse que “em condições normais quem deveria aquilatar se há ou não necessidade é o chefe da equipe que eventualmente irá cumprir a prisão”.

Ele fez a ressalva de que “apesar de não ser o mais correto tecnicamente”, a ordem de Moro se justifica diante de todo o contexto da prisão de um ex-presidente da República.

“No caso concreto, acredito que o magistrado tenha o objetivo de dar garantias de que o sentenciado não será exposto mais do que o necessário”, afirmou Paiva.

O delegado no entanto disse que, “se os ânimos se acirrarem”, o juiz deverá rever o veto ao uso de algemas e autorizar “as técnicas necessárias ao cumprimento da ordem judicial”.

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