Sonia Racy

29 Março 2016 | 01h50

DNT 707  14-01-2015   SAO PAULO - SP   /   CIDADES METROPOLE  OE  /  NABIL BONDUKI NOVO SECRETARIO MUNICIPAL DE CULTURA  -  Vereador Nabil Bonduki, em seu gabinete na Camara Municipal de Sao Paulo, aceitou o convite do Prefeito Fernando Haddad para assumir a pasta de Cultura na Prefeitura de Sao Paulo  -  FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Mais público e menos gastos. Esse é o objetivo de Nabil Bonduki para a Virada Cultural deste ano. Segundo o secretário de Cultura de Haddad, o planejamento prevê a festa começando um dia antes – na sexta-feira – com diminuição do perímetro dos palcos no centro e alguns deles desligados durante a madrugada. Abaixo, trechos de sua conversa com a coluna.

 

Quais as maiores mudanças da Virada Cultural deste ano?
Começamos o evento na sexta e não no sábado. A ideia é iniciar as atividades no fim da tarde, para atender ao público que trabalha no centro e que não quer voltar no fim de semana. Outra mudança importante é que vamos reduzir o perímetro dos palcos fixos do centro, para aumentar a segurança. E, por fim, outra proposta é desligar alguns palcos no período da madrugada. Com isso esperamos tornar o evento mais seguro, compacto e com um maior aproveitamento.

 

A secretaria está preocupada com as manifestações de intolerância entre grupos políticos opostos?
Queremos fazer da virada, assim como foi no carnaval, um momento em que a cidade se confraterniza, evitando esse clima de polarização. O tema tem que ser de paz. A cultura pode nos ajudar a enfrentar esse momento difícil com mais diálogo.

 

Mas terá alguma orientação aos artistas?
Não podemos interferir na liberdade dos artistas, mas vamos orientar para que as mensagem sejam de confraternização. A virada tem um caráter político de evitar confronto e radicalizações. A essência do evento é estimular a aproximação das pessoas. A maioria dos artistas hoje – contra ou a favor do impeachment – não compartilha de radicalismos. Além disso, a Virada passa a mensagem de democratização dos espaços da cidade. Existem os momentos de manifestação e o espaço tem que estar garantido para isso. No entanto, ali é a hora da cultura, que tem o papel de fazer as pessoas pensarem e agirem de maneira equilibrada. Estamos precisando disso hoje.

 

O orçamento será igual ao do ano passado?
Em princípio sim. No entanto, as atividades da secretaria cresceram muito. Tivemos o Carnaval, aniversário de SP, muitos eventos de rua. E o orçamento geral para eventos é o mesmo. Mas estamos batalhando. Nosso maior objetivo é ampliar o público com menos recursos e de maneira renovada, por isso desligar alguns palcos que já não tinham muita frequência. Queremos atingir maior interação entre palco e plateia, assim como ocorreu no carnaval./ MARILIA NEUSTEIN