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Sonia Racy

13 Janeiro 2016 | 20h48

O balanço de 2015 da Controladoria-Geral da União, a ser divulgado nesta quinta, 14, revelará que, nas 2.638 Tomadas de Contas Especiais que a instituição analisou em 2015, foram apuradas irregularidades em 2.438. Em dinheiro, elas representam algo próximo dos R$ 3 bilhões — e para recuperá-los ela já encaminhou ao TCU suas análises para que as julgue e, nos casos devidos, inicie o processo de cobrança para que voltem aos cofres da União.

Trata-se, em grande parte, de dinheiro desviado, por diversos meios, em convênios feitos entre ministérios e empresas privadas. O valor exato apurado, de R$2,798 bilhões, é mais que o dobro do que foi cobrado em 2014, que chegou a R$ 1,38 milhão. Os ministérios do Turismo, da Saúde e da Educação foram os que tiveram mais casos investigados. Mas Transportes e Integração respondem pelas dívidas maiores, ambas acima de R$ 520 milhões.

Segundo a CGU, o motivo mais frequente para se instaurar a tomada de contas (1.098 casos) foi “irregularidade na aplicação de recursos”, ou seja, desfalque, desvio ou desaparecimento de dinheiro, documentos fiscais inidôneos e superfaturamento. Maranhão, com 171 investigações, Pernambuco com 160 e São Paulo com 154 são os Estados com maior número de irregularidades.

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