CARNAVAL: Santa e timão no Anhembi

CARNAVAL: Santa e timão no Anhembi

Sonia Racy

26 Fevereiro 2017 | 00h45

Foto: Silvana Garzaro/ESTADÃO

Foto: Silvana Garzaro/ESTADÃO

Teve um ótimo tempo – a chuva deu folga –, teve imagem de santa homenageada na avenida, Elba Ramalho e Sabrina Sato nas escolas e até animados gritos de “Vai Curíntia” na passagem da Vai Vai. E, como não poderia faltar, houve também na noite de abertura do carnaval de São Paulo, anteontem, no Anhembi, o previsível beija-mão, por todos os lados, para João Doria e Geraldo Alckmin, que circularam grande parte do tempo ao lado do ministro da Cultura, Roberto Freire.

Com um compromisso muito cedo, no sábado, o secretário André Sturm acabou não aparecendo. No caso do prefeito, sobrou tempo para breves passos de samba no asfalto e para testar, pessoalmente, se estava mesmo funcionando um sistema de audiodescrição que permitia a deficientes visuais – que tiveram um espaço à parte, na arquibancada – saber o que estava se passando lá embaixo. Tudo, logicamente, misturado a aplausos e também vaias quando Doria se juntou aos garis para ajudar na limpeza.

Roberto Freire entrou em defesa das marchinhas antigas.“Se instalarmos o politicamente correto, o carnaval corre o risco de acabar”, advertiu. Indagado sobre a intensa movimentação do prefeito – que deve ter batido o recorde de abraços e beijinhos da noite – o marqueteiro Daniel Braga, que cuida da campanha digital da Prefeitura, explicou que “não há exagero, ele sempre foi assim”. / GABRIEL MANZANO E JULIANNA GRANJEIA