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Sonia Racy

01 Março 2016 | 10h08

José Eduardo Cardozo não teve nem tempo de “comemorar” a saída do Ministério da Justiça — e das pressões e cobranças de Lula e do PT — e já depara com oposição organizada, na AGU, contra sua chegada. Em comunicado, na noite desta segunda, 29, o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional define como “retrocesso inaceitável” sua escolha por Dilma ignorando as indicações da área em lista tríplice e as regras habituais.

Na corrida contra o tempo, o Sinprofaz chegou a fazer assembleia e nomeou rapidamente uma lista tríplice com os nomes de Lademir Rocha (procurador do BC), Galdino Dias Filho e Carlos Coutinho (procuradores federais). A presidente sequer tomou conhecimento.

“É com grande pesar e surpresa que os milhares de membros da advocacia pública federal recebem a notícia que a presidente da República escolheu o Advogado-Geral da União mediante um processo político que ignorou completamente a Lista Tríplice apresentada, incorrendo ainda no equívoco de nomear alguém de fora das carreiras que compõem a Advocacia-Geral da União”, diz a entidade em sua nota.

E o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, Anamatra, Germano Siqueira, disse à coluna que Cardozo “tem o perfil adequado” para fazer “uma democratização interna” da AGU, mas para o futuro, espera que “se faça a indicação dos advogados-gerais a partir do consensos formados na própria carreira”

 

 

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