BTG tenta entender pedidos de prisão e absolvição de Esteves

BTG tenta entender pedidos de prisão e absolvição de Esteves

Sonia Racy

13 Setembro 2017 | 01h00

ANDRÉ ESTEVES

ANDRÉ ESTEVES. FOTO: CLAYTON SOUZA/ESTADÃO

Com toda essa confusão em torno de Rodrigo Janot, tem gente no BTG tentando entender o pedido de prisão de André Esteves, em novembro de 2015, para cinco meses depois – já no julgamento na primeira instância da Justiça – a mesma PGR pedir sua absolvição.

Falta explicar 2

Àquela altura, entretanto, o estrago já estava feito. Nesse período, o banco quase quebrou, foram demitidas 1,3 mil pessoas e hoje o banco, mesmo já recuperado, ainda vale… R$ 10 bilhões a menos do que valia antes da prisão de Esteves.


Juridicamente, cabe ação contra a União.

Falta explicar 3

É fato que o mercado financeiro – que não vê Esteves com bons olhos – ainda desconfia de que possam aparecer acusações contra ele. Mas em outras esferas.

No caso específico da delação do senador Delcídio Amaral e consequentes acusações contra o controverso banqueiro, acredita-se que Janot realmente… tropeçou.

Falta explicar 4

Foi o PGR que convenceu o então ministro do STF Teori Zavascki a prendê-lo. Depois, a transformar sua prisão provisória em preventiva, fechado numa cela de Bangu 8. E, mais adiante, a sugerir sua prisão domiciliar.

Teori jogou a ação para a primeira instância de Brasília (Delcídio é de lá) e Janot então pediu o indiciamento do Esteves no processo criminal como réu.

Na hora final do julgamento na primeira instância, a surpresa: a própria PGR pediu absolvição de André… por falta de provas.