Brasil ‘sai na frente’ na proteção do mar, diz ambientalista americano

Brasil ‘sai na frente’ na proteção do mar, diz ambientalista americano

Sonia Racy

22 Março 2018 | 00h53

PETER SELIGMANN, DA CONSERVATION INTERNATIONAL. ARQUIVO PESSOAL

A criação de duas novas unidades de conservação marinha pelo Brasil — que amplia de 1,5% para 25% a zona costeira protegida –, assinada na terça-feira, é resultado da luta de várias ONGs, principalmente a SOS Pantanal, capitaneada por Roberto Klabin.

Nesse contexto, Peter Seligmann, fundador da Conservation International, aproveitou o almoço oferecido ontem, no Rio, à entidade — iniciativa de dois integrantes da organização, Lilian  e André Esteves –, para ressaltar o quão importante  foi esse avanço na proteção ambiental.

“O Brasil sai na frente nessa questão,  comparando com outros países da América Latina. A Colômbia fez algo nesse sentido, bem como a Argentina, mas é do Brasil que dependemos mais”, observou o ambientalista à coluna.

Seligmann conhece bem o País.  Tanto assim que há cinco anos a CI comprou, com o intuito de preservação, uma área gigante no Pantanal, a Fazenda Rio Negro — hoje administrada por Esteves. “Este é o lugar que mais amo no mundo todo, me sinto em casa”, explicou ele um dia antes de embarcar para a fazenda.

E Trump, como ele vê a conservação da água no planeta? “Ele está desconstruindo o bom trabalho feito por George W. Bush e Barack Obama. Sua visão de curto prazo da superfície da Terra é chocante. Afinal, seu lema é conseguir o máximo que puder no mais curto prazo de tempo possível.” Ao lado de Seligmann, concordando com o que ele dizia, estava outro grande apoiador da causa do meio ambiente, o guitarrista da banda Pearl Jam, Stone Gossard. Que toca neste sábado no Lollapalooza, em São Paulo.