Brasil não comenta notícia sobre sucessão do embaixador de Israel

Sonia Racy

10 Janeiro 2016 | 17h49

O governo brasileiro não comentou nem vai comentar a eventual desistência, de parte do governo de Israel, de indicar Dani Dayan como embaixador daquele país em Brasília. Como lembram experientes diplomatas, um processo de “agrément” para um embaixador é, por natureza, sigiloso. Ou seja, o Itamaraty só falará algo a respeito quando houver um nome aceito e aprovado entre os dois governos.
A informação de que os israelenses estariam tendentes a escolher outro nome  — coisa que Dayan negou para a imprensa de seu país — circulou nos últimos dias.
Como o embaixador Reda Mansour já deixou Brasília e está em Israel, até que a situação se resolva a Embaixada israelense ficará a cargo do auxiliar imediato, no caso o ministro Lior Ben Dor.
Na sexta-feira, um grupo de 40 embaixadores brasileiros aposentados divulgou nota de apoio ao governo Dilma, contrário à indicação de Dani Dayan — não só por suas posições favoráveis aos assentamentos israelenses como pela atitude de Benjamin Netanyahu, que divulgou sua escolha via Twitter antes de consultar o governo brasileiro.